- Ratinho, de 70 anos, foi processado por Erika Hilton por suposta transfobia após comentários ao vivo no Programa do Ratinho.
- Erika Hilton pediu indenização de R$ 10 milhões e ações contra o programa exibido pelo SBT.
- A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) publicou nota apoiando a liberdade de imprensa e pedindo cuidado com a judicialização de opiniões.
- A AESP afirmou que jornalismo, programas de opinião e conteúdos de rádio e TV são espaços legítimos para análise e debate público.
- A polêmica ocorreu após Ratinho afirmar que “ela não é mulher, ela é trans” e comentar sobre a liderança de uma mulher trans na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
O apresentador Ratinho, de 70 anos, ganhou apoio público da AESP após a parlamentar Erika Hilton processá-lo por transfobia. A ação envolve o SBT e busca indenização de 10 milhões de reais por danos morais. O caso surgiu após declarações ao vivo durante o Programa do Ratinho.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) moveu a ação na Justiça, alegando ataque com transfobia ao questionar a liderança da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher por uma mulher trans. Hilton afirmou que Ratinho atacou pessoas trans e mulheres que não se encaixam em seu “roteiro”.
A reportagem mostrou que Hilton divulgou a decisão de processar, ressaltando a violência verbal atribuída ao apresentador. Ela citou ainda o jornal Folha de S.Paulo como referência para o pedido de indenização por danos morais coletivos.
AESP em nota pública
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo ressalta a importância do respeito no debate público. A entidade teme a judicialização excessiva de opiniões e reforça que jornalismo e programas de opinião são espaços para análises e críticas.
Segundo a AESP, a radiodifusão sustenta liberdade de expressão, pluralismo de ideias e direito ao debate público. A nota afirma que democracias fortes protegem o debate e defendem a liberdade de imprensa.
Entre na conversa da comunidade