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Queda da rede elétrica de Cuba ocorre em meio a bloqueio de petróleo dos EUA

Apagão na Cuba deixa dez milhões sem energia, em meio ao bloqueio de óleo dos Estados Unidos que agrava rede elétrica já obsoleta

People eat cups of soup outside during a blackout in Havana on 4 March.
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  • O sistema elétrico nacional de Cuba colapsou, deixando cerca de dez milhões de pessoas sem energia, segundo a operadora UNE.
  • A UNE informou nas redes sociais que investiga as causas do apagão, o mais recente de uma série de interrupções que duram horas ou dias e que geraram protestos no fim de semana.
  • O bloqueio de petróleo imposto pelos EUA agrava a crise, complicando a geração de energia com recursos limitados.
  • Este ano, Cuba recebeu apenas duas pequenas embarcações com importação de óleo; a primeira, em janeiro, veio do México, e a segunda, em fevereiro, trouxe gás liquefeito de petróleo.
  • A Venezuela, antes principal fornecedora, não enviou combustível neste ano; também houve pouca ou nenhuma atividade de importação nos portos de Matanzas, Moa, Havana e Cienfuegos.

O sistema elétrico de Cuba entrou em colapso, segundo a operadora da rede nacional, UNE. Cerca de 10 milhões de pessoas ficaram sem energia, em meio a uma série de interrupções que se repetem há dias, agravadas pelo bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.

A UNE informou que investiga as causas do apagão, o mais recente de uma série de falhas prolongadas que deixam comunidades no escuro por horas ou dias. O episódio destaca a fragilidade de uma infraestrutura de geração já antiga.

Contexto internacional

Dados de monitoramento indicam que não houve importação relevante de petróleo para Cuba neste ano. Dois pequenos cargueiros chegaram ao país, um vindo do México em janeiro com combustível e outro da Jamaica em fevereiro com gás de cozinha.

Nenhum suprimento significativo de petróleo chegou via Venezuela, principal fornecedora anterior. Documentos da PDVSA indicam que um cargueiro com gasolina permaneceu em águas venezuelanas, sem saída registrada, enquanto imagens de satélite apontam pouca atividade portuária em Matanzas, Moa, Havana e Cienfuegos.

Impactos e desdobramentos

A crise energética ocorre em um momento de tensão entre Cuba e os EUA, com o governo cubano buscando diálogo para estabilizar a situação. Autoridades cubanas disseram estar em tratativas com Washington para mitigar o agravamento da crise, enquanto o governo norte-americano mantém restrições sobre o comércio de petróleo com a ilha.

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