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Prefeituras de Paris, Lyon e Marselha ficam com alianças partidárias

Alianças entre forças de esquerda moldam a segunda volta em Paris, Lyon e Marselha, diante do avanço da ultradireita e da necessidade de acordos locais

La exminsitra de Cultura y candidata de la derecha a la alcaldía de París, Rachida Dati.
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  • As eleições municipais na França avançam com as alianças entre candidaturas de diferentes espectros para a segunda volta, em meio a um cenário de forte avanço da ultradireita; 96% dos municípios já têm decisão tomada.
  • Em Lyon, o prefeito ecologista Grégory Doucet pode firmar fusão com La France Insoumise (LFI) de Jean-Luc Mélenchon, ajudando a vencer com apoio de candidatos alinhados.
  • Em Marselha, o prefeito atual, Benoît Payan, ficou na frente na primeira comparação, mas recusou abrir mão da candidatura mesmo diante da pressão de uma frente antifascista; a LFI não se retrairá da disputa.
  • Em Paris, a esquerda ainda depende de fusões para chegar à segunda volta: o candidato do PS, Emmanuel Grégoire, liderou a primeira rodada, enquanto LFI voltou a indicar candidatas como Sophia Chikirou, que passou dos 10% mas ainda não fechou aliança.
  • Em Nice, o segundo colocado é o candidato da União de Derecha para a República (UDR), Éric Ciotti, e há apelos para que a esquerda retire listas para evitar a vitória da ultradireita; outros municípios seguem negociando fusões, como Toulouse, Lille e Nantes.

As eleições municipais na França avançaram para a segunda rodada, com alianças entre partidos ocupando papel central. Em várias cidades, a construção de candidaturas ganhou ritmo após a primeira votação. O objetivo é manter o avanço da esquerda e frear a ultradireita.

A Frente de Esquerda, liderada pela França Insubmisa de Mélenchon, teve desempenho destacado em capitais, mas ficou marginalizada no primeiro turno. O retorno de alianças entre socialistas, ecologistas e verdes ganhou fôlego para tentar vitórias em cidades-chave.

Paris, Lyon e Marselha concentram os principais embates. A comunicação das listas para a segunda volta deve ser enviada ao Ministério do Interior até amanhã à tarde, com destaque para possíveis fusões entre candidaturas.

Paris: cenário dividido entre esquerda e ultradireita

Em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire liderou a primeira volta, com vantagem sobre a conservative Valérie Dati. Sophia Chikirou, da LFI, passou a segunda rodada, sem acordo nacional com o PS, o que pode impactar a alianças locais. A ultradireita avança.

A candidata da LFI em Paris busca apoio local, mas o PS resiste a coligações formais com o partido de Mélenchon. Grégoire trabalha para manter o arco de apoio que inclui comunistas e ecologistas. A votação define o campo de oposição ao governo local.

Lyon: fusão técnica pode moldar a segunda rodada

Em Lyon, o prefeito ecologista Grégory Doucet ficou próximo de empate com o empresário Jean-Michel Aulas. A Aliança com a LFI deve ocorrer apenas de forma técnica, segundo negociações em curso. A ideia é ampliar o raio de votos sem comprometer o núcleo moderado.

Anaïs Belouassa-Cherifi, candidata da LFI, poderá atuar como elemento de atração para Doucet. A situação na cidade ainda depende de como os eleitores de esquerda centrados reagirão à proposta de fusão. Doucet não se pronunciou oficialmente.

Marselha: frente antifascista recebe recusa de alianças

Em Marselha, Benoît Payan venceu com pequena margem, mantendo a lista de esquerda moderada. A oferta de forma mais ampla de frente antifascista, proposta pela Insumisa Sébastien Delogu, foi recusada. LFI mantém candidatura própria na capital mediterrânea.

O recuo de Payan sinaliza um reequilíbrio entre alianças locais e defesa de posições da esquerda moderada. Delogu indicou que não desistirá de concorrer, diante da proximidade da ultradireita com chances de vitória.

Rumo à segunda volta, ajustes e cenários

Apenas candidaturas com pelo menos 10% dos votos podem seguir na segunda volta; 5% permite fusões. O prazo para apresentação de listas é amanhã às 18h. A esquerda resiste em grandes cidades sem alianças com LFI, mas pode formar pactos locais para avançar.

A estabilidade de blocos ideológicos aparece como chave para o desfecho. A polarização entre esquerda moderada, LFI e direita ultraconservadora molda a disputa em 10 maiores cidades, com decisões locais definindo o mapa final.

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