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PF dá 15 dias para Eduardo Bolsonaro se defender por abandono de cargo

Eduardo Bolsonaro tem quinze dias para apresentar defesa em processo disciplinar na Polícia Federal por abandono de cargo, após cassação de mandato e ausência injustificada

Ausência injustificada na PF, após Eduardo Bolsonaro ter mandato de deputado cassado, resultou em processo administrativo
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  • A Polícia Federal enviou notificação a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ele tem 15 dias para apresentar defesa em processo administrativo por abandono de cargo.
  • O ex-deputado estava afastado da PF para cumprir mandato na Câmara e teve o mandato cassado por 59 ausências, em 18 de dezembro.
  • A delegada Karen Cristina Dunder informou que o escrivão estaria, atualmente, em lugar incerto e não sabido; Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025.
  • A ausência injustificada após a cassação gerou um processo administrativo disciplinar, baseado na possibilidade de demissão por abandono de cargo.
  • A remuneração inicial de escrivão da Polícia Federal é de R$ 14.164,81, podendo chegar a cerca de R$ 20 mil no topo da carreira; Eduardo não recebia salário durante o afastamento.

O Tribunal Federal notificou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre processo administrativo por abandono de cargo na Polícia Federal. A PF abriu investigação após ele deixar de atuar como escrivão. O prazo para defesa é de 15 dias a partir da divulgação no Diário Oficial da União.

A autoridade policial informou que o escrivão está “em lugar incerto e não sabido”. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde março de 2025, após ter o mandato de deputado cassado.

Eduardo Bolsonaro estava afastado da PF para cumprir mandato parlamentar na Câmara. O mandato foi cassado por não comparecer às sessões, totalizando 59 ausências em 18 de dezembro. A cassação ocorreu por violação do Regimento Interno da Câmara.

A legalidade do processo envolve o enquadramento de abandono de cargo, com possibilidade de demissão de servidor público. O inquérito administrativo pode resultar em sanções, conforme o andamento do procedimento.

Remuneração e atribuições do cargo de escrivão da PF são, respectivamente, cerca de R$ 14 mil iniciais e até aproximadamente R$ 20 mil na ponta da carreira. Entre as funções, destacam-se lavrar termos, acompanhar diligências e zelar por fianças e objetos de apreensão.

Entretanto, Eduardo Bolsonaro já afirmou, por meio de vídeo divulgado em janeiro, que não entregará o cargo de “mãos beijadas” e que a ação seria uma perseguição judicial. A defesa ainda não foi apresentada publicamente pela assessoria do ex-parlamentar.

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