- Países europeus rejeitam enviar navios de guerra ao estreito de Hormuz, mesmo com a ameaça de Donald Trump de um “futuro muito ruim” para a OTAN se não ajudarem a reabrir a rota.
- Alemanha não participa de ações militares; ministro da defesa afirma que não é “nossa guerra” e questiona a eficácia de enviarmos fragatas.
- Reino Unido trabalha em um plano viável para a reabertura do estreito, sem se deixar levar ao conflito mais amplo, diz o premiê.
- Itália defende que a diplomacia predomine e informa que não vê expansão do mandato da missão da União Europeia no Mar Vermelho para Hormuz.
- O conflito aumenta a influência regional: ataques aéreos israelenses em Teerã e outras cidades, Fujairah interrompe operações de carregamento de petróleo e o Irã rejeita cessar-fogo.
Europeias rejeitam ajuda militar a abrir o estreito de Hormuz
Países europeus anunciaram que não enviarão navios de guerra para o estreito de Hormuz, mesmo após a ameaça de Donald Trump de que a Otan enfrenta um “futuro muito ruim” se não houver apoio. Berlim descartou participação em qualquer ação militar na área.
O governo alemão afirmou que “esta não é a nossa guerra” e destacou que a Otan é uma aliança de defesa de território. O chanceler alemão não detalhou mandatos para novas operações conjuntas.
O premiê britânico Keir Starmer disse que o Reino Unido não será arrastado para um conflito maior, mas trabalha numa solução viável. Ele ressaltou a necessidade de reabrir Hormuz para a estabilidade do mercado de petróleo, sem deixar claro destino das medidas.
Diplomacia e posição europeia
Itália também reforçou posição diplomática, afirmando que a diplomacia deve prevalecer e que não há missão naval italiana destinada ao estreito. Roma questionou a expansão de missões da UE no Mar Vermelho para Hormuz.
Governo italiano comentou que missões anti-pirataria não devem ser ampliadas para o estreito. A União Europeia debateu, entre ministros, opções para reabertura, sem consenso sobre ampliar mandato militar.
Israel afirma ter ataques a Iran
Israel informou ter realizado uma onda ampla de ataques a infraestrutura iraniana em Teerã, Shiraz e Tabriz. Também afirmou ter atingido um avião utilizado por líderes iranianos em Mehrabad, em Teerã, e que há planos operacionais para as próximas semanas.
Autoridades israelenses disseram que as ações visam fragilizar as capacidades do regime. Um porta-voz militar citou planos detalhados para três semanas, com possibilidade de estender operações.
Repercussões regionais e impactos no geopetro
Na região, o conflito afetou o petróleo: a operadora de Fujairah interrompeu operações de carga após um ataque com drones que provocou incêndio no porto. O aeroporto de Dubai também foi atingido por um incidente com drones, interrompendo voos por algumas horas.
Guerra ampliou-se para outros frontes, com sirenes em Israel central e explosões em Jerusalém. O Irã afirmou que não busca cessar-fogo, mas que o fim do conflito deve impedir novas ofensivas.
Conflito entre partes envolve Hezbollah e Libano
Israel ampliou operações no sul do Líbano contra o Hezbollah, após ataques com foguetes atribuídos ao grupo pró-iraniano. O enfrentamento na região já deixou milhares de mortos e deslocados, com impactos humanitários significativos.
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