- China afirma estar em comunicação com os EUA sobre a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, em preparação para a cúpula em Pequim.
- Trump ameaçou atrasar a viagem e disse que países que se beneficiam do Estreito de Hormuz devem ajudar a garantir a passagem; afirmou que a China obtém 90% de seu petróleo pelo estreito.
- Pequim sinalizou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderia entrar na China mesmo com sanções impostas a ele em 2020.
- O porta-voz chinês Lin Jian explicou que as sanções foram aplicadas por palavras e ações de Rubio no Senado, e não deveriam impedir sua viagem.
- Funcionários chineses e norte-americanos se reúnem em Paris nesta semana para discutir áreas como agricultura, minerais críticos e comércio gerenciado, pontos que podem ser discutidos na cúpula em Beijing.
Beijing informou na segunda-feira que mantém contatos com os Estados Unidos sobre a visita do ex-presidente Donald Trump, após ele ameaçar atrasar a viagem em razão de questões ligadas ao Estreito de Hormuz. A declaração ocorreu durante coletiva regular da imprensa.
Segundo a televisão estatal chinesa, as duas partes estão em comunicação sobre a viagem, com a proximidade de um encontro esperado entre Trump e o presidente Xi Jinping em Pequim. A referência aos contatos ressalta a importância diplomática do encontro.
Trump havia sugerido que sanções impostas a Marco Rubio em 2020 talvez não estivessem mais em vigor, em comentários publicados pelo Financial Times. A fala ocorreu após ele mencionar que países que se beneficiam do tráfego no Estreito de Hormuz devem ajudar a garantir a passagem.
O líder americano afirmou que a China também poderia colaborar, já que cerca de 90% do petróleo chinês vem do Estreito. Trump disse ainda que prefere conhecer a posição de Pequim antes da viagem.
A Administração de Joe Biden havia informado previamente que Trump visitaria a China de 31 de março a 2 de abril, para um cume com Xi. As negociações sobre a viagem chegam em meio a tratativas sobre comércio, tecnologia e questões regionais.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reiterou que as relações bilaterais passam por “diplomacia de alto nível” e que as partes seguem em comunicação sobre a visita. O governo chinês não confirmou detalhes da agenda.
Ainda nesta semana, autoridades chinesas e americanas devem se reunir em Paris para discutir possíveis acordo em áreas como agricultura, minerais críticos e comércio gerido, abrindo terreno para o encontro entre Trump e Xi em Beijing.
A relação China‑EUA continua sob escrutínio internacional, com investidores buscando sinais sobre desfechos de negociações em múltiplos setores. A agenda diplomática segue em evolução conforme as conversas avançam entre as duas nações.
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