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Anistia afirma que autores do ataque à escola devem ser responsabilizados

Anistia Internacional aponta EUA como responsáveis pelo ataque a escola no Irã, que deixou mais de 100 crianças mortas, e exige responsabilização e investigação independente

Anadolu Agency/Reuters/ Proibido reprodução
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  • A Anistia Internacional pediu a responsabilização dos autores do ataque a uma escola em Minab, Irã, que deixou 168 mortos.
  • A organização acusa os EUA de violar o direito internacional humanitário ao não tomar todas as precauções para evitar danos a civis e apresentará as conclusões da investigação a líderes iranianos.
  • Segundo o estudo, a escola foi atingida diretamente, junto com outras do complexo da Guarda Revolucionária Islâmica, com armas guiadas, indicando falha de planejamento.
  • A Anistia afirma que os EUA podem ter usado informações desatualizadas e cobra responsabilização criminal de quem planejou e executou o ataque; defende proteção às escolas como locais seguros.
  • A Human Rights Watch também responsabilizou os EUA pelo ataque; autoridades iranianas falam em mais de 150 mortos, e o presidente dos EUA, Donald Trump, negou envolvimento, depois recuando parcialmente e dizendo que aceitaria a investigação.

O presságio de um ataque a uma escola no Irã, atribuído aos EUA, é alvo de apuração da Anistia Internacional. A organização afirma que o ataque deixou mais de 100 crianças mortas, elevando o total de vítimas a 168, segundo a investigação divulgada nesta segunda-feira.

A Anistia sustenta que as forças norte-americanas violaram o direito internacional humanitário ao não tomar precauções suficientes para evitar danos a civis, mesmo após identificar o edifício como escola. A ONG diz que a escola fica em Minab, na província de Hormozgan.

A investigação aponta que o prédio escolar foi atingido diretamente, junto com 12 estruturas a ele ligadas, num complexo adjacente do órgão Guarda Revolucionária Islâmica, com armas guiadas. A organização questiona se informações desatualizadas embasaram a decisão de ataque.

Segundo a Anistia, pode ter havido baseção em informações de que o local já pertencia ao complexo militar. A organização destaca que escolas devem ser locais seguros e defende responsabilização dos planejadores e executores do ataque.

Erika Guevara-Rosas, diretora sênior de Investigação da Anistia, afirma que o ataque pode configurar crime de guerra caso haja evidências de que as autoridades dos EUA sabiam da presença de uma escola adjacente aos alvos militares e não tomaram medidas para minimizar danos civis. Ela também pede transparência na investigação.

A ONG solicita que as autoridades dos EUA tornem públicas as conclusões e assegurem uma investigação imparcial. Quando houver provas suficientes, diz, devem ser processadas pessoas suspeitas de responsabilidade criminal e as vítimas devem receber reparação integral, incluindo restituição e reabilitação.

A Anistia ressalta ainda que, se não houver reconhecimento claro de que o edifício era escolar, isso indica falha das informações de inteligência. Caso haja confirmação de conhecimento prévio, o ataque deve ser analisado como crime de guerra, segundo a organização.

Desdobramentos e contexto internacional

Além da Anistia, a Human Rights Watch já havia responsabilizado os EUA pela ação, na última semana. As autoridades iranianas relacionam a explosão de Minab ao início de uma ofensiva aérea envolvendo EUA e Israel, em 28 de fevereiro, com vítimas que excedem 150 pessoas, número não verificável de forma independente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou envolvimento direto inicialmente, atribuindo a culpa ao Irã, e depois afirmou que poderia aceitar o resultado de uma investigação. O contexto de conflitos na região alimenta o debate sobre responsabilidade e proteção de civis.

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