- Dozens foram presos no Irã sob a acusação de repassar informações sensíveis a Israel; cerca de 20 pessoas foram detidas no noroeste e 10 no nordeste, algumas por coletar dados sobre locais sensíveis e infraestrutura econômica.
- Uma filial provincial da inteligência das Forças Revolucionárias afirmou que o inimigo sionista (Israel) e os Estados Unidos acionam mercenários e espiões para promover distúrbios como próximo passo.
- O Student News Network informou a detenção de três pessoas na província de Lorestan, no oeste, por tentar perturbar a opinião pública e queimar símbolos fúnebres.
- Israel passou a mirar pontos de verificação de segurança com base em informações de informantes no terreno, sinalizando uma nova fase de ataques conforme estratégia militar citada a Reuters.
- Em janeiro, semanas antes do início da operação atual, houve protestos generalizados no Irã, duramente reprimidos, com as autoridades atribuindo os tumultos a Israel e aos EUA.
Dozens de iranianos foram presos sob a acusação de repassar informações sensíveis com destino a Israel, em várias regiões do país. A operação ocorre em meio a ataques aéreos israelenses e norte-americanos que atingem alvos iranianos, conforme reportou a imprensa local neste domingo.
Na região noroeste do Irã, a agência Tasnim afirmou que 20 pessoas foram presas após decisão do Ministério Público provincial, sob acusação de enviar detalhes de localização de ativos militares e de segurança ao exterior. Não houve detalhes sobre prisões individuais.
Na região nordeste, também segundo Tasnim, foram detidas 10 pessoas, com acusações que incluem coleta de informações sobre locais sensíveis e infraestrutura econômica. Em nota, uma delegação da operação de inteligência dos Guardas Revolucionários associou as prisões a ações para conter supostos planos de agressores.
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Contexto e desdobramentos
A mesma agência informou que três detidos no oeste, em Lorestan, eram investigados por supostamente procurar perturbar a opinião pública e queimar símbolos de luto, conforme a cobertura da Student News Network. A notícia ressalta que o tema é promovido em meio a tensões com Israel e os EUA.
Fontes familiarizadas com a estratégia de Israel indicaram que o país vem mirando pontos de inspeção de segurança com base em informações de informantes no terreno, marcando uma fase ampliada da ofensiva contra o Irã. O fato ocorre após ações militares recentes relatadas por Reuters.
Movimentos de protestos no Irã, ocorridos no início do ano, são citados por autoridades como fomentados por potências estrangeiras, com repressão violenta relatada, nos últimos meses, antes do início do atual conflito.
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