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Esquerda resiste nas grandes cidades da França, diante do avanço da ultradireita

A esquerda resiste nas grandes cidades francesas, enquanto a ultradireita amplia base local e busca alianças para a segunda volta

El presidente de Francia, Emmanuel Macron, vota en la primera vuelta de las elecciones municipales.
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  • As primeiras projeções apontam a esquerda resistindo em Paris, Marselha e Lyon, enquanto a ultradireita do Reagrupamento Nacional amplia sua implantação local.
  • O líder do RN, Jordan Bardella, pediu uma aliança ampla de direita para derrotar a esquerda e o macronismo na segunda volta.
  • Em Toulon e Niza, o RN aparece com vantagem ou vitória provável; em Perpignan, o atual prefeito ligado ao RN tende à reeleição com quase 60% dos votos.
  • A participação foi menor que em eleições anteriores, sinalizando abstinção acentuada; a segunda volta será realizada em 22 de março.
  • A França Insubmissa (La France insoumise) busca expandir sua presença municipal e já fala em uma “lista antifascista” para compor alianças na segunda fase.

França voltou às urnas neste domingo para as eleições municipais, em mais um capítulo de um ciclo eleitoral iniciado em 2024. As primeiras projeções indicam que a esquerda resiste em Paris, Marselha e Lyon, enquanto a ultraderecha, representada pelo RN, amplia sua presença local em várias cidades. A votação ocorre antes das eleições presidenciais de 2027, e a participação esteve abaixo dos níveis de 2014.

Os sondeos apontam que a candidatura de Émmanuel Grégoire, herdeiro de Anne Hidalgo, lidera em Paris com vantagem superior a 10 pontos sobre a candidata conservadora Rachida Dati. Em Marselha, o duelo entre o bloco progressista e a direita segue acirrado, com vantagem apertada para a esquerda. Em Lyon, o ecologista Grégory Doucet tenta avançar para a segunda volta contra a direita.

A ultradireita já marca presença expressiva em várias cidades, com resultados previstos para Toulon e Nice. Em Toulon, Laure Lavalette do RN aparece na dianteira, conforme as projeções, enquanto em Nice o ex-republicano Éric Ciotti lidera com folga sobre o segundo colocado, do partido Horizontes. Em Perpignan, o atual prefeito ligado ao RN tende à reeleição na primeira volta, com quase 60% dos votos.

Desdobramentos e alianças

O RN lançou uma estratégia de listas municipais mais ampla, buscando consolidar ganhos locais e evitar repetição de perdas de 2020. Líderes do partido destacam a possibilidade de alianças com outras candidaturas de direita na segunda volta para frear a esquerda e o macronismo. Marine Le Pen, em rede social, descreveu a vitória como resultado de uma nova etapa do movimento.

A França Insoumise, liderada por Jean-Luc Mélenchon, também entra no cenário municipal com foco na expansão territorial. A legenda sugeriu uma “lista antifascista” para a segunda volta, buscando unir a esquerda diante da ascensão da direita e da ultradireita. A participação reduzida sinaliza cansaço político e influências de meses de acirramento eleitoral.

Outra frente importante é o tipo de coalizão que poderá emergir após as candidaturas eliminadas do pleito. Ao menos candidatos que não atingirem 5% poderão se unir aos que avançarem para a segunda fase, definindo o equilíbrio de forças no país. O escrutínio da segunda volta deve esclarecer o peso real de cada força em várias cidades.

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