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Eleições municipais na França com tom de presidencial

Eleições municipais na França servem de teste para as presidenciais de 2027, com a ultradireita buscando ampliar influência em Marselha e Nice

Un hombre pasa por delante de algunos carteles de propaganda electoral en París.
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  • A primeira rodada das eleições municipais na França ocorre neste domingo, com a segunda prevista para 22 de março, em quase todos os municípios.
  • Cerca de 48,7 milhões de eleitores estão registrados; as eleições servirão como ensaio para as presidenciais de 2027, com nenhum bloco prevendo maioria absoluta nas grandes cidades na segunda rodada.
  • A ultradireita busca ampliar sua base local e vencer cidades com mais de 100 mil habitantes, incluindo Marsella (marseille) e Nice (Nizza), sinalizando foco urbano para 2027.
  • A esquerda testa novas alianças sem a France Insoumise, após tensões políticas envolvendo episódios recentes; o bloco de Glucksmann pediu romper laços com LFI nas municipais.
  • Em Paris, o candidato socialista Emmanuel Grégoire lidera com em torno de 30% e a conservadora Rachida Dati aparece com cerca de 24%, com cenários de alianças estratégicas; em Nice, vértice entre Estrosi e Ciotti, e em Marsella, Payan contra Allisio, com o tema da segurança em pauta.

O primeiro turno das eleições municipais na França ocorre neste domingo, com a votação em quase todos os municípios, inclusive Paris. O pleito funciona como ensaio para as presidenciais de 2027, em meio à quebra de sustentação do governo e à crescente fragmentação do espectro político.

Ao todo, cerca de 48,7 milhões de eleitores estão aptos a votar. O resultado promete indicar tendências para o segundo turno, no dia 22 de março, sobretudo em cidades com mais de 100 mil habitantes e em grandes capitais.

Cenário nacional e alianças

A ultradireita busca ampliar sua presença local pela primeira vez em municípios de peso, tentando consolidar votos urbanos. A esquerda tenta formar coalizões sem a participação da LFI, que enfrenta críticas internas. A direita projeta força em cidades-chave como Paris, Marsella e Nice.

Em Paris, o candidato socialista Emmanuel Grégoire lidera as pesquisas, com 30% de apoio. Rachida Dati, da direita apoiada por Los Republicanos e MoDem, fica em 24%. A possibilidade de alianças com a extrema direita ainda é alvo de especulação.

Marselha e a aposta da ultradireita

Marselha aparece como grande objetivo para o RN, que lidera pesquisas nacionais. Benoît Payan, prefeito da cidade, disputa a reeleição diante de Franck Allisio, ex-conselheiro de Nicolas Sarkozy. A segurança pública e o impacto do narcotráfico são temas centrais na campanha.

Le Havre e o papel de Édouard Philippe

Édouard Philippe, ex-primeiro-ministro, lidera o partido Horizons e é visto como esperança de parte do centro-direita para derrotar a ultradireita em 2027. Em Le Havre, Philippe concorre à reeleição; as pesquisas mostram a necessidade de ampliar vantagem no primeiro turno.

Nice e o embate entre direita e figuras centrais

Em Nice, Christian Estrosi, atual prefeito, disputa contra Éric Ciotti, líder da UDR. Ciotti tenta consolidar apoio de la direita para pavimentar caminho ao Palácio do Eliseu. A campanha em Nice ganhou contornos polêmicos após atos de hostilidade contra Estrosi.

Nessa disputa ampla, o resultado de cada cidade poderá redefinir alianças locais e influenciar o humor político na véspera das eleições presidenciais, com a ultradireita buscando inaugurar uma nova etapa de influência nacional.

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