- O senador Cory Booker criticou ambos os partidos por serem “feckless” ao cederem poderes de guerra ao presidente Donald Trump, dizendo que isso pode levar a ataques unilaterais a Cuba, Coreia do Norte e outros países.
- Booker afirmou que o que vemos hoje não se compara ao que Obama ou mesmo Trump fizeram no passado, apontando para ataques ordenados por Trump em Nigéria, Venezuela e Irã desde o Natal.
- Ele caracterizou a ofensiva contra o Irã — após um ataque que matou o líder iraniano Ayatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro — como o maior engajamento militar do país desde a guerra no Afeganistão.
- O senador mencionou ainda as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia pela força se necessário, e contou que medidas de Democratas na Câmara para conter a ação militar falharam pela falta de apoio dos republicanos.
- Booker destacou o impacto regional e no preço do petróleo, com o estreito de Ormuz fechado há duas semanas, além de 13 militares dos EUA mortos no conflito com o Irã.
Cory Booker, senador democrata de New Jersey, criticou a confederação de partidos por ceder poderes de guerra ao presidente Donald Trump. Ele argumentou que esse acúmulo de poder pode permitir ataques unilaterais a países como Cuba e Coreia do Norte. A declaração ocorreu neste domingo, em entrevista à CNN.
Booker afirmou que a inação do Congresso, tanto de democratas quanto de republicanos, contribui para o acúmulo de poderes presidenciais. Segundo ele, decisões recentes do governo americano vão além do que ocorreu em governos anteriores. O senador destacou que isso amplia o espaço para ações militares sem aprovação do Legislativo.
Na prática, Trump ordenou ataques em países como Nigéria, Venezuela e Irã desde o período natalino. Booker descreveu a ofensiva envolvendo o Irã como o maior engajamento militar do país desde a crise na década anterior. O novo regime de hostilidades elevou custos e riscos para as tropas.
Contexto estratégico
Paralelamente, Trump reafirmou a possibilidade de ações militares para ampliar território, incluindo a ameaça de ocupar a Groenlândia, se necessário. O tema manteve o conflito fora de órbita estável da região, com impactos diretos sobre mercados de óleo, após o fechamento do Estreito de Hormuz por duas semanas.
Os debates no Congresso acompanharam a escalada. A Assembleia realizou uma votação para conter ações no Irã, mas a medida foi rejeitada por 47 votos a 53, com apoio majoritariamente partidário. Em paralelo, legisladores democratas apresentaram propostas para limitar intervenções militares, sem êxito até o momento.
Booker ressaltou que o custo financeiro e humano das operações é elevado, citando a morte de 13 membros das forças armadas dos EUA. O senador argumentou que o Congresso precisa agir para evitar uma escalada sem o envolvimento da Câmara e do Senado.
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