- Governo britânico e União Europeia discutem cortar as mensalidades para estudantes europeus, com a UE propondo cerca de £9,500 ao ano como tarifa doméstica.
- O custo para as universidades britânicas, caso a redução seja aceita, é estimado em £140 milhões por ano.
- As negociações estagnaram, com apenas três meses até a cúpula de Bruxelas no fim de junho ou início de julho.
- Os debates abrangem três acordos potenciais: comércio de alimentos e produtos agrícolas, emissões de carbono e expansão de facilidades de visto para jovens.
- A UE exige limite de tempo e cota para o programa de mobilidade juvenil; o Reino Unido aponta que a redução de taxas não faz parte do acordo vigente.
Britânicos e Bruxelas seguem em impasse sobre uma demanda de reduzir as taxas de ensino para estudantes europeus. A controvérsia pode comprometer o pacote de negociações que acompanha o novo regime de mobilidade juvenil.
Segundo as propostas da Comissão Europeia, estudantes europeus deveriam pagar taxas equivalentes às domésticas, por volta de 9.500 libras por ano, em vez de valores de até 60.000 libras para internacionais. O objetivo é alinhar direitos de estudo e trabalho.
Negociadores britânicos dizem ter sido pegos de surpresa com a exigência, que não estava prevista no acordo-quadro assinado no ano passado. A avaliação é de que a medida custaria cerca de 140 milhões de libras por ano às universidades do país.
A disputa compromete as chances de avanços antes da cúpula de Bruxelas, prevista para junho ou julho. O governo pretende usar o encontro para apresentar acordos comerciais e de mobilidade que sustentem a argumentação por relações mais próximas com a UE.
Um porta-voz do governo britânico afirmou que qualquer esquema de mobilidade juvenil deve ser limitado no tempo, com teto de participação e base nos sistemas já existentes. A ideia de redução de taxas foi descrita por fontes britânicas como inviável.
A Comissão Europeia não comentou o tema específico, destacando apenas o andamento das negociações para implementar os resultados da cúpula de maio de 2025. As conversas continuam entre as delegações britânica e europeia.
O foco dos entendimentos permanece em três possíveis acordos: comércio de produtos agroalimentares, carbono e mobilidade juvenil. Abaixo, as partes tentam fechar termos que atendam aos interesses de ambos os lados.
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