- Em onze de março, José Antonio Kast assumiu a presidência do Chile e decidiu morar no palácio de La Moneda, primeiro chefe de Estado a fazê-lo desde meados do século passado.
- Um caminhão de mudança chegou ao meio‑dia ao palácio com camas, sofás e móveis do presidente e de sua esposa, Pía Adriasola.
- Kast afirmou, em discurso do Palácio, que La Moneda passa a ser o lar do casal, em sinal de austeridade em meio ao déficit fiscal, com foco em segurança, migração irregular e economia.
- Analistas veem a decisão como estratégia de comunicação; na estreia, Adriasola serviu porções de carne de porco ao molho com arroz aos funcionários, o que gerou questionamentos sobre protocolos de manipulação de alimentos pela Contraloría.
- Kast disse que cozinharão à noite, almoçarão no refeitório com o que houver disponível, planeja morar na Moneda de segunda a sexta e retornar à propriedade em Paine nos fins de semana.
O dia 11 de março marcó a posse de José Antonio Kast como presidente do Chile. Um caminhão de mudança aportou em La Moneda ao meio-dia com camas, sofás e móveis do casal presidencial, incluindo a esposa, Pía Adriasola. Ele afirmou, do balcón do Salón Toesca, que La Moneda passa a ser o lar do casal. O objetivo declarado é sinalizar austeridade frente ao déficit fiscal.
Kast adianta que a casa presidencial ficará sob sua gestão de segunda a sexta, com retorno à propriedade rural em Paine nos fins de semana. O governo sustenta que a decisão visa demonstrar compromisso com eficiência e com o povo.
Mudança histórica no palácio
Analistas veem a move como estratégia de comunicação. Em ato recente, Adriasola apareceu no comedor servindo porções a funcionários, fato que gerou críticas por possível violação de protocolos de manipulação de alimentos, como ausência de luvas e máscara.
Kast rebate as críticas, dizendo que a equipe cozinhará à noite e que ao meio-dia comerão o que houver no refeitório. O presidente acrescenta que o exemplo vale para o serviço público e que visitas de seus nove filhos podem exigir acomodações no local.
Parlamentares da oposição pedem apreciação à Contraloría sobre os protocolos de higiene. A defesa do presidente sustenta que as rotinas diárias devem seguir o padrão de simplicidade prometido durante a campanha.
O enfoque do governo permanece no início de uma gestão voltada à segurança, à migração irregular e ao reequilíbrio econômico. A administração afirma que a residência temporária no palácio é parte de uma agenda de austeridade.
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