- Haddad reconheceu que a reeleição de Lula ficou mais difícil com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, ainda que sem citar o nome diretamente.
- O PT acelerou a definição da chapa em São Paulo e Haddad passou a ser pressionado a concorrer para formar um palanque forte; ele não pretendia ser candidato.
- O ministro disse que o cenário ficou menos favorável do que imaginava no ano passado, indicando mudança de planos.
- Haddad confirmou que deixará o governo para disputar algum cargo em São Paulo, com expectativa de concorrer ao governo do estado; Alckmin deve concorrer ao Senado e Simone Tebet disputará uma vaga no Senado.
- A saída do ministério deve ocorrer nas próximas duas semanas, antes do prazo da Justiça Eleitoral para candidatos deixarem o Executivo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a eleição de 2026 pode exigir ajustes no cenário para a reeleição do presidente Lula, em função do crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas. A leitura do governo é de que a disputa pode ser mais acirrada do que o esperado.
Haddad não citou o nome de Flávio, mas reconheceu que a ascensão do senador alterou as expectativas internas do PT. O ministro havia visto o quadro como mais tranquilo até o fim do ano passado, segundo sua avaliação feita recentemente.
A melhora de Flávio nas pesquisas acelerou decisões sobre o palanque em São Paulo. O PT passou a considerar a necessidade de formar uma base mais forte no maior colégio eleitoral do país, e Haddad passou a ser pressionado para disputar um cargo.
Perspectivas para a chapa em São Paulo
O ministro já indicou que deverá deixar o governo para concorrer a um cargo eletivo em São Paulo, sem revelar qual exatamente. A expectativa é que ele busque o governo estadual, enquanto o vice-governador Geraldo Alckmin (PSB) possa disputar o Senado.
Outra vaga ao Senado, em São Paulo, deve ficar com a ministra Simone Tebet (MDB-MS), conforme anúncio recente. Haddad afirmou que participará das eleições e que o cargo será divulgado após sua saída do ministério.
A saída de Haddad está prevista para ocorrer nas próximas duas semanas, antes do prazo da Justiça Eleitoral para desincompatibilização de pré-candidatos. O anúncio sobre o cargo que disputará será feito após o afastamento.
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