- Um alto congressista democrata com experiência militar reagiu às declarações de Pete Hegseth, que afirmou “no quarter” para inimigos dos EUA, em reunião no Pentágono.
- O senador Mark Kelly, do estado do Arizona, afirmou que “no quarter” significa não poupar prisões e seria uma ordem ilegal que violaria o direito dos conflitos armados.
- De acordo com a transcrição da coletiva, Hegseth disse: “we will keep pressing, keep pushing – no quarter, no mercy for our enemy.”
- Críticos dizem que a expressão implica execução de combatentes inimigos, o que é considerado crime de guerra sob a Convenção de Haia de 1899 e por organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC).
- O comentário de Kelly ocorre em meio a atritos entre ex-combatentes e vem após episódios anteriores envolvendo desobediência de militares a ordens consideradas ilegais e ações judiciais relacionados.
A reunião do Pentágono gerou polêmica após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, citar a expressão “sem-quarto” durante uma coletiva de imprensa. Segundo a transcrição, ele afirmou que não haveria misericórdia para os inimigos, numa fala que gerou críticas de juristas e veteranos.
O senador democrata Mark Kelly, com histórico militar, reagiu publicamente. Kelly afirmou que ordenar sem quarter significa não capturar prisioneiros e matar, o que violaria o direito internacional, colocaria tropas em risco e deveria ser evitado pelo secretário.
Aspectos legais e reação internacional
Especialistas citados destacam que a frase é associada a não proteção de prisioneiros, o que pode configurar crime de guerra sob convenções internacionais. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha aponta que esse tipo de ordem contraria leis de guerra e normas humanitárias.
A posição de Kelly ocorre em meio a um histórico de atritos entre ele e Hegseth, incluindo disputas públicas sobre decisões militares. Em episódios anteriores, o senador participou de ações políticas que desafiam diretrizes do Executivo, mantendo o tema sob escrutínio público.
Entre na conversa da comunidade