- Cherie Blair afirmou que Peter Mandelson ainda é um ser humano e tem direito a um julgamento justo após sua prisão por suspeita de má conduta no cargo público, com ele em liberdade sob investigação.
- Ela disse estar entristecida com a situação e ressaltou a importância de tratar as pessoas envolvidas com empatia, sem desconsiderar o direito à defesa.
- Blair comentou que Mandelson mantinha contato com Jeffrey Epstein durante o auge da crise financeira, e que ele foi demitido como embaixador britânico nos EUA no ano passado.
- Segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Mandelson teria repassado informações confidenciais a Epstein quando era secretário de Comércio no governo de Gordon Brown.
- Cherie Blair criticou a cobertura dos arquivos de Epstein, afirmando que o foco excessivo em “homens importantes” negligencia as vítimas de abuso, especialmente mulheres e meninas.
Cherie Blair defendeu que Peter Mandelson continua sendo um ser humano e tem direito a um julgamento justo, em entrevista concedida à Times Radio. A ex-primeira-dama britânica afirmou que o ex-ministro é inocente de criminalidade comprovada e que já foi liberado durante investigação.
A jornalistas, Cherie Blair ressaltou que, quando a vida de alguém sofre abalos, é preciso lembrar da humanidade da pessoa. Ela afirmou que a cobertura na imprensa, especialmente nas redes sociais, tende a desvalorizar o direito a um processo justo.
Segundo os registros, Mandelson foi preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público e, desde então, permanece sob investigação sem uma pronúncia definitiva. O político nega irregularidades, enquanto está afastado de atividades oficiais.
O ex-ministro britânico, próximo a Tony Blair na era New Labour, já foi indicado ao cargo de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, posição de que foi exonerado no ano passado após revelar contatos com Jeffrey Epstein, condenado por abuso de menores.
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA divulgados neste ano apontaram que Mandelson repassou informações confidenciais ao financista Epstein no auge da crise financeira global, quando atuava como secretário de Comércio no governo de Gordon Brown.
Cherie Blair reconheceu ter sido citada nos arquivos de Epstein, relatando que o encontro ocorreu durante um evento feminino em que a namorada de Epstein estava presente. Ela destacou que Epstein conhecia muitas pessoas para explorar sua influência.
A ex-primeira-dama criticou a ênfase da cobertura jornalística em figuras consideradas importantes, dizendo que a história envolve mulheres vítimas de abuso, tráfico e grooming. Ela pediu foco nas vítimas e no que ocorreu com elas, não apenas nos protagonistas masculinos.
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