- Polícia Civil fluminense deflagrou, nesta semana, operação contra o Comando Vermelho com o codinome em inglês Contenção Red Legacy.
- A polícia classificou o Comando Vermelho como cartel e afirmou que precisa ser tratado como organização terrorista; evento pode influenciar postura dos Estados Unidos.
- A apuração identificou parentes de Marcinho VP e prendeu um vereador ligado ao prefeito Eduardo Paes (PSD), acusado de negociar com o Comando Vermelho para campanha na favela Gardênia Azul.
- No Rio, o chefe da Polícia Civil deve disputar vaga de deputado federal; Paes amplia ações de segurança com a Força Municipal, de seiscentos homens, armados para pontos críticos da cidade.
- No cenário nacional, o bolsonarismo reforça a retórica trumpista; o governo e o PT defendem a soberania brasileira e a chapa de Paes sinaliza apoio indireto a Lula.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação contra o Comando Vermelho, com o codinome Contenção Red Legacy, nesta semana. O objetivo é desarticular a facção e conter atividades criminosas na região da Gardênia Azul.
A ação, ainda em andamento, também apura ligações entre parentes de Marcinho VP no comando da facção. Além disso, houve a prisão de Salvino Oliveira, vereador ligado ao prefeito Eduardo Paes, acusado de negociar com o CV para favorecer campanha na favela.
A Polícia Civil, chefiada por Felipe Curi, afirmou que o Comando Vermelho funciona como cartel e precisa ser tratado como organização terrorista. A declaração levanta perguntas sobre possíveis impactos de uma eventual designação norte-americana.
Contexto político
O tema é citado em um momento de tensão entre governos e o bolsonarismo, que adota retórica alinhada a Trump. O PT e o governo local defendem a soberania nacional frente a eventuais desdobramentos.
Em relação às eleições, Curi pode chegar a deputada federal, conforme avaliação interna sobre a operação mais letal já registrada na Penha e no Alemão no fim do ano passado. A expectativa é de alta votação no PL.
O governador Claudio Castro (PL), favorito ao Senado, pode enfrentar inelegibilidade em março caso seja condenado pelo TSE. O cenário pode influenciar a corrida presidencial de 2026, com Flávio Bolsonaro buscando apoio no estado.
Aliados de Paes ressaltam que ele reforça a política de segurança pública, com a criação da Força Municipal, composta por 600 homens armados para atuar em pontos críticos da cidade. Paes deve apoiar Lula, mas sem prometer alianças extensivas.
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