Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tudo é arma política desde a reeleição de Trump, afirma ex-ministro alemão

Após a reeleição de Trump, Habeck afirma que o mundo deixou de usar energia como arma e passou a weaponizar tudo, com tarifas, tecnologia e outros instrumentos

Robert Habeck was the Green politician in charge of keeping Germany’s lights on during the energy crisis caused by Russia’s invasion of Ukraine.
0:00
Carregando...
0:00
  • Robert Habeck afirma que, desde a reeleição de Donald Trump, tudo passou a ser arma, incluindo tarifas, tecnologia e outras táticas para causar danos.
  • Ele diz que a crise energética europeia se agravou após o conflito envolvendo Irã e guerras na região, com interrupções no estreito de Hormuz e pressão sobre abastecimento.
  • Habeck destacou que a Alemanha precisou acelerar a construção de terminais de GNL e buscar suprimentos alternativos de gás para evitar desabastecimento durante a crise.
  • O ex-ministro criticou críticas à guinada para reconstrução de usinas nucleares, dizendo que ampliar a geração nuclear poderia prejudicar o mercado de energias renováveis.
  • A Alemanha gera sessenta por cento de sua eletricidade a partir de fontes renováveis; ele vê avanços, mas admite que decisões passadas demoraram a trazer resultados, enquanto a oposição questiona medidas tomadas.

Robert Habeck afirmou que, desde a reeleição de Donald Trump, o uso de energia como arma evoluiu para o emprego de tarifas, tecnologia e outras ferramentas para causar danos, marcando uma mudança após a fase inicial de weaponização da energia na era da invasão russa da Ucrânia. O ex-ministro da Economia da Alemanhausch ainda destacou que governos blindaram-se a acreditar que o gás não seria arma política, o que levou a decisões como a construção de gasodutos Nord Stream.

O político verde, que liderou a resposta alemã à última crise energética, disse ao Guardian que a reeleição de Trump gerou choques de segurança com consequências amplas. Segundo ele, o uso de tarifas e tecnologia como instrumentos de pressão é um sinal de risco para a estabilidade econômica global. Habeck atua como analista convidado no Danish Institute for International Studies.

Na Europa, a crise energética ocorre em meio a ataques no Oriente Médio que interromperam o estreito de Hormuz, responsável por parte do fluxo mundial de petróleo e LNG. Isso contribuiu para picos de preço e pressionou a busca por fontes de energia locais mais limpas.

Habeck ressaltou o planejamento energético alemão durante o conflito na Ucrânia, que incluiu a construção de terminais de LNG e o reforço de fornecimentos alternativos. Ele destacou que a Alemanha chegou a enfrentar noites sem dormir ante a possibilidade de faltar gás.

Contexto e disputas energéticas

O ex-ministro também comentou sobre a decisão de 2022 de adiar o fechamento das usinas nucleares alemãs por alguns meses, defendendo que a manutenção era uma opção viável sem comprometer o futuro das renováveis. A coalizão citada enfrentou críticas de opositores à época.

A Alemanha teve 60% de geração de energia a partir de renováveis no ano anterior, com carvão e gás respondendo pelo restante. Habeck mencionou que a sociedade europeia está sob pressão para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, enquanto o uso de aquecedores elétricos enfrenta resistência política.

Em declarações posteriores, o político indicou que a experiência com o gás revelou a importância de diversificar fontes e acelerar a transição para energias limpas, ainda que reconheça os dilemas enfrentados durante a crise energética.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais