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Rússia nomeia bisneta de Khrushchev como agente estrangeiro

Rússia designa Nina Khrushcheva, bisneta de Nikita Khrushchev, como agente estrangeiro; lista chega a 1.164 nomes, impondo restrições de divulgação e atividades

Former United States President John F. Kennedy (R) meets with Nikita Khrushchev, former chairman of the council of Ministers of the Soviet Union, at the U.S. Embassy residence in Vienna, Austria in this June 1961 handout image. REUTERS/Evelyn Lincoln/The White House/John F. Kennedy Presidential Library/File Photo
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  • Em 13 de março, a Rússia designou Nina Khrushcheva como “agente estrangeiro, palavra com conotação de espionagem, segundo Moscou.
  • Khrushcheva, de 62 anos, é professora da The New School, em Nova York, e viajou à Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022.
  • Ela é bisneta de Nikita Khrushchev, líder soviético entre 1953 e 1964.
  • A lista de agentes estrangeiros da Rússia já reúne 1.164 nomes, incluindo políticos, jornalistas, artistas, ONGs e veículos de imprensa.
  • A designação impõe requisitos burocráticos e obriga a identificar publicações com o rótulo, prática criticada por alguns dissidentes e especialistas.

O governo da Rússia designou Nina Khrushcheva, acadêmica norte-americana e bisneta do ex-líder soviético Nikita Khrushchev, como “agente estrangeiro”. A indicação ocorreu nesta sexta-feira, conforme a agência TASS.

Khrushcheva, 62 anos, é professora na The New School, em Nova York. Ela tem realizado viagens de pesquisa à Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022, mantendo vínculos com o país.

Até esta sexta, a lista de agentes estrangeiros de Moscou somava 1.164 nomes, incluindo políticos, jornalistas, artistas, ONGs e veículos de comunicação. A designação é vista como instrumento de controle.

A designação acarreta encargos burocráticos e restrições sobre a renda no território russo. Quem recebe o rótulo precisa colocar a etiqueta de agente estrangeiro em publicações e redes sociais.

Contexto histórico e sinal público

O termo é usado por Moscou para identificar pessoas consideradas engajadas em atividades anti-Rússia. A medida ocorre em meio a debates sobre o legado de figuras como Nikita Khrushchev e Josef Stalin.

Ao mencionar Khrushchev, analistas destacam ironias históricas, já que o líder soviético denunciou abusos do regime de Stalin em 1956. Moscou celebra momentos do passado, gerando releituras de figuras históricas.

Implicações para a atuação pública

Critics russos questionam a neutralidade da lista, enquanto parte da oposição vê no rótulo uma forma de constrangimento. A designação não indica necessariamente envolvimento criminoso, mas restringe atividades públicas.

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