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Presidente cubano, pressionado pela crise e por Trump, falará à mídia

Diaz-Canel faz rara fala à mídia cubana, em meio à crise econômica e à pressão de Trump, para tratar questões de interesse nacional e internacional

Cuban President Miguel Diaz-Canel attends a plenary session of the Eurasian Economic Forum in Minsk
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  • O presidente cubano Miguel Díaz-Canel vai se apresentar à imprensa na sexta-feira, em Havana, em uma aparição rara.
  • O discurso ocorre em meio à grave crise econômica e à pressão internacional, com foco em questões nacionais e internacionais importantes.
  • A fala está marcada para 7h30 da manhã, horário de Cuba (11h30 GMT), conforme anúncio do governo na quinta-feira à noite.
  • A imprensa estrangeira não foi convidada; eventuais perguntas devem vir de repórteres nacionais, com filtragem.
  • Díaz-Canel reiterou disposição para dialogar com os Estados Unidos desde que Cuba seja tratado com respeito, sem ameaças ou pré-condições.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, deve falar à imprensa nesta sexta-feira, em Havana, em uma aparição rara que ocorre em meio à grave crise econômica e à pressão crescente dos EUA. O pronunciamento está marcado para 7h30, horário de Cuba, conforme anúncio do governo na noite de quinta-feira.

A transmissão não inclui imprensa estrangeira, e, se perguntas forem permitidas, deverão vir de repórteres nacionais criteriosamente selecionados. O evento busca abordar questões de importância nacional e internacional, segundo o governo.

A declaração de Díaz-Canel em 5 de fevereiro já havia alertado para uma situação que pode exigir medidas extremas diante de apagões, escassez de combustível e dificuldades econômicas agravadas pelo embargo de petróleo imposto pelo governo Trump.

O presidente também reafirmou a disposição de dialogar com os Estados Unidos, desde que Cuba seja tratado com respeito e sem condições ou ameaças prévias. O governo cubano nega que haja encontros oficiais, porém não descartou relatos de conversas por canais não oficiais.

Desde que os EUA prenderam o presidente venezuelano Nicolás Maduro e reduziram o apoio externo de maior relevância de Cuba, Trump cortou o abastecimento venezuelano de petróleo e ameaçou impor tarifas a países que vendem petróleo à ilha.

Nos últimos dias, Trump mencionou repetidas vezes que Cuba está à beira do colapso ou que pode fechar um acordo com os Estados Unidos, com comentários sobre uma possível “tomada amistosa” ou não.

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