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Por que os Houthis, aliados do Irã no Iêmen, ainda não entraram na guerra

Apesar de afirmar prontidão, os houthis não entraram formalmente no conflito; analistas debatem entre ataques isolados e escalada coordenada com o Irã

A protester with a poster on his head featuring a picture of late Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei joins a demonstration with Houthi supporters in solidarity with Iran and Lebanon, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Sanaa, Yemen March 6, 2026.
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  • Os houthis são um movimento militar, político e religioso do norte do Iêmen, ligado à seita xiita zaydi, liderado pela família Houthi, que ampliou poder após a Primavera Árabe de 2011 e tomou Sanaa em dois mil e quatorze. Em 2015, houve intervenção militar da coalizão liderada pela Arábia Saudita.
  • Possuem capacidades de mísseis e drones e já atacaram instalações petrolíferas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos; em dois mil e vinte e dois ocorreu uma trégua mediada pela Organização das Nações Unidas.
  • Após o ataque a Israel em vinte e três de outubro de dois mil e vinte e três, passaram a bombardear navios no Mar Vermelho em apoio aos palestinos; Israel respondeu com ataques a alvos houthis e os EUA também realizaram ações contra o grupo.
  • O líder Abdul Malik al-Houthi afirmou, em cinco de março, que o grupo está pronto para ações militares a qualquer momento, mas não houve anúncio formal de entrada na guerra.
  • Especialistas divergem sobre o que os houthis vão fazer: alguns acreditam que já realizaram ataques isolados; outros dizem que esperam uma oportunidade coordenada com o Irã para pressionar mais, enquanto há quem pense que o grupo pode permanecer à margem do conflito.

Os Houthis são um movimento armado, político e religioso do norte do Iêmen, liderado pela família Houthi. Seguem a seita zaydita do islamismo xiita e ganharam força após 2011. Em 2014 tomaram Sanaa, a capital, aproveitando a instabilidade.

Em 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio para derrubar o grupo, que mostrou capacidades militares significativas, incluindo mísseis e drones contra infraestruturas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes. O conflito gerou uma das maiores crises humanitárias.

Uma trégua liderada pela ONU foi alcançada em 2022, diminuindo a intensidade dos combates. Em 2023, os Houthis passaram a mirar também o tráfego marítimo no Mar Vermelho, em apoio aos palestinos, após o ataque a Israel em outubro de 2023.

Em março de 2026, o líder Abdul Malik al-Houthi disse estar pronto para agir a qualquer momento, mas o grupo ainda não anunciou formalmente a entrada no conflito. Analistas destacam diferença doctrinal com aliados regionais.

Enquanto o Irã apoia, financia e treina os Houthis, o movimento nega servir como proxy iraniano e afirma desenvolver suas próprias armas. Estudiosos costumam apontar agenda interna como motor principal de suas ações.

Há diversidade de leituras sobre o que os Houthis podem fazer. Alguns esperam ataques isolados a alvos vizinhos, embora não haja confirmação oficial. Outros aguardam um momento oportuno em coordenação com o Irã.

Possíveis cenários discutidos incluem uma ofensiva coordenada para pressionar esportos do Golfo, com forte dependência do tráfego no Mar Vermelho, caso o estreito de Hormuz esteja bloqueado. Outra leitura prevê manutenção do status quo.

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