- O presidente Lula pretende “importar” duas ministras de outros estados para compor o palanque de Haddad em São Paulo: Simone Tebet (Planejamento, MDB) e Marina Silva (Meio Ambiente, Rede, hoje). Elas deixariam os cargos e, possivelmente, os seus partidos no fim do mês para disputar o Senado.
- Haddad concorre ao governo paulista; Tebet e Marina aparecem como as favoritas para o Senado, em um cenário em que Lula não elege senador em SP desde 2010.
- Tebet precisa trocar de partido; o MDB paulista costuma apoiar o governo de Tarcísio de Freitas, o que aumenta a possibilidade de filiação ao PSB. Marina também pode deixar a Rede, com especulações sobre outra sigla de centro-esquerda ou ao PT.
- A estratégia busca dialogar com o eleitorado feminino e com votantes que tradicionalmente não enxergam o PT com bons olhos, além de mirar nas chamadas “viúvas do PSDB”.
- Pesquisas Datafolha indicam Haddad liderando em alguns cenários, com Alckmin próximo, e Tebet mantendo posição de destaque; Marina aparece variando entre o terceiro lugar e empate conforme o cenário.
Sem quadros fortes do PT em São Paulo, o presidente Lula planeja “importar” duas ministras de estados e partidos diferentes para compor a chapa de Haddad ao governo paulista. Tebet e Marina são as favoritas para o Senado.
Tebet, do MDB e atual ministra do Planejamento, pode concorrer pelo Senado em SP após deixar o cargo e o partido. Marina, da Rede, também está entre as opções, devendo deixar a pasta do Meio Ambiente.
A ideia é ampliar apelo ao eleitorado de centro. Tebet tem perfil técnico e interlocução com agro e indústria; Marina tem trajetória ligada ao Acre e experiência como senadora. Ambas podem atrair votos femininos.
O contexto envolve mudanças partidárias. O MDB paulista tem posição de oposição a Lula e pode migrar o apoio para o PSB. Já Marina enfrenta desgaste com a Rede e há especulação sobre saída para outra sigla de centro-esquerda ou até retorno ao PT.
Na leitura de cenários, Haddad aparece com vantagem para o Senado em SP nas pesquisas, mas a disputa envolve outros nomes da centro-direita. Datafolha aponta Haddad com 30% e Alckmin com 31%, com Tebet em segundo lugar em diferentes cenários, aos 25%.
Marina oscila entre o terceiro lugar e posições próximas a França, dependendo de quem compõe a chapa. França surge como alvo de aliados para manter o tom áspero da campanha e ampliar o eleitorado conservador no estado.
Mesmo com o favoritismo de Haddad, governistas admitem que pelo menos uma vaga deverá ficar com a direita. Tebet e Marina seguem associadas a Lula, o que pode reduzir o voto que já tiveram, especialmente no Sudeste.
Na base do bolsonarismo, o deputado Guilherme Derrite (PP) desponta como possível candidato da máquina estadual e da capital, caso Eduardo Bolsonaro não retorne ao Brasil. Isso aumenta a disputa por vagas em SP na eleição de 2026.
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