- Grace Tame, ex-Australian of the Year, escreveu em Crikey que Anthony Albanese é “covarde” e “traidor” por não condenar os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, descrevendo o governo como um “pesadelo orwelliano”.
- Ela afirma que o governo apóia ações para impedir o Irã de obter arma nuclear e que isso viola o direito internacional.
- Tame diz que existe uma poderosa máquina de propaganda política contra ela, alimentada por conservadores, em resposta a suas críticas à aliança da Austrália com os EUA e Israel.
- A crítica contrasta a posição atual de Albanese com seu histórico de defesa da Palestina e oposição à participação australiana na guerra do Iraque, sugerindo que o país não pode romper laços militares com EUA e Israel.
- A controvérsia vem após um protesto pró-Palestina em Sydney, em que Tame liderou cantos de “globalise the intifada” e enfrentou retaliação de setores conservadores; o governo federal apoiou a ação contra o Irã.
Grace Tame afirma que vivemos um “pesadelo orwelliano” em crítica contundente ao primeiro-ministro Anthony Albanese e ao governo, sobre a posição de Canberra frente ao conflito no Oriente Médio. O texto foi publicado na Crikey na sexta-feira.
A ativista, conhecida por defender vítimas de abusos sexuais e direitos humanos, chamou Albanese de “covarde” e de “traíra” por não condenar os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Ela disse que o PM capitula a potências estrangeiras e que isso contrasta com seu histórico de defesa da Palestina.
Tame afirmou ainda que o governo atua rapidamente para apoiar a guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso, em violação de normas internacionais. Ela criticou a continuidade das relações militares com os EUA e Israel, afirmando que a Austrália não pode deixar de lado sua posição geopolítica.
Contexto político
Ela argumenta haver uma máquina de propaganda política bem organizada atuando contra ela nos últimos meses, após uma passeata pró-Palestina em que liderou gritos a favor da “globalização da intifada”. Segundo a ativista, a cobertura midiática busca desviar a atenção de violência policial.
Tame também compara o atual posicionamento de Albanese com sua atuação anterior em defesa da Palestina e crítica à participação australiana na guerra do Iraque, sugerindo uma mudança de postura diante do Irã. Ela afirmou ainda que a Austrália, como potência regional, não pode reduzir seus laços militares com os EUA e Israel.
Albanese foi contactado para comentar o assunto. A posição oficial do governo federal apoia ações para evitar que o Irã obtenha armas nucleares e para impedir ameaças à paz internacional.
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