- O presidente Donald Trump indicou a subsecretária de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, Sarah Rogers, para liderar também a Agência Estatal de Mídia Global (USAGM), após decisão judicial que anulou cortes na equipe feitos pela gestão anterior.
- Rogers precisa ser confirmada pelo Senado para assumir o cargo de CEO da USAGM, que supervisiona veículos como a Voice of America (VOA) e outras organizações financiadas pelos EUA.
- Até a confirmação, o cargo interino de CEO da USAGM fica com o vice-secretário de Estado, Michael Rigas.
- A nomeação ocorre depois de uma decisão do juiz distrital Royce Lamberth, que deu vitória a acionistas e a um sindicato de funcionários, contestando a atuação de Kari Lake como CEO interina.
- Kari Lake, indicada por Trump, havia promovido cortes amplos na equipe e nas operações da USAGM, que atendem a públicos em dezenas de idiomas.
O presidente Donald Trump indicou Sarah Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública, para assumir também a presidência da US Agency for Global Media (USAGM). A nomeação veio após uma decisão judicial que anulou cortes de pessoal promovidos pela gestão anterior na agência. A confirmação depende do Senado.
Rogers já participa do grupo de liderança que coordena a atuação da USAGM, que supervisiona veículos financiados pelos EUA, como a Voice of America, com alcance em centenas de milhões de pessoas em países de regime opressor.
A nomeação ocorre em meio a disputas sobre o papel da agência na política externa. O Departamento de Justiça informou que Michael Rigas, atual vice-secretário de Estado, assumiria interinamente as funções de CEO da USAGM até a confirmação de Rogers.
Kari Lake, ex-assessora sênior designada por Trump, promoveu reduções de quadro e operações da USAGM, incluindo a VOA, Radio Free Asia e Radio Free Europe/Radio Liberty, que atendem a 64 idiomas. A decisão de ontem devolve esse tema ao âmbito judicial.
Um juiz federal concedeu uma liminar favorável aos demandantes, incluindo jornalistas da VOA e um sindicato de funcionários federais, contestando a nomeação de Lake como CEO interina e ações tomadas nesse período. A sentença complicou os planos de redução de estrutura da agência.
Lake informou, em rede social, que as medidas de ajuste foram eficazes, mas não há conclusão sobre os impactos estratégicos ou operacionais. As consequências da decisão têm repercussão sobre a coordenação entre a radiodifusão internacional e a diplomacia pública dos EUA.
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