- Bombas dos Estados Unidos e de Israel teriam causado danos a patrimônios históricos do Irã, com o Palácio Golestã em Teerã e o Chehel Sotoun em Isfahan entre os afetados.
- A Unesco afirmou ter comunicado as coordenadas dos sítios do patrimônio mundial às parties em conflito.
- Em Isfahan, além do Chehel Sotoun, houve danos no Ali Qapu e em várias mesquitas ao redor da Praça Naqsh-e Jahan, com janelas quebradas e azulejos soltos.
- O governador de Isfahan, Mehdi Jamalinejad, disse que a cidade é “um museu sem teto” e classificou os ataques como “uma declaração de guerra” a uma civilização.
- Um geólogo local informou que Isfahan é vulnerável tanto por subsidência quanto por ataques aéreos, destacando a situação de um centro histórico Safávida.
Diante de ataques aéreos que atingem várias cidades iranianas, danos foram confirmados em patrimônio histórico nacional. Golestan Palace, em Teerã, sofre destruição, assim como prédios históricos em Isfahan, segundo relatos oficiais e imagens de vídeo.
Ações de bombardeio ocorreram em meio a uma campanha militar envolvendo os Estados Unidos e Israel. O golpe atingiu, de acordo com informações locais, áreas centrais de Teerã e o complexo histórico de Isfahan, levando a danos estruturais e à queda de elementos decorativos.
No Teerã, o Golestan Palace, patrimônio reconhecido pela Unesco, apresentou danos visíveis no salão das miragens, com estilhaços de vidro e desabamento de mosaicos. A área é protegida internacionalmente por sua importância histórica.
Em Isfahan, a região central histórica, incluindo o palácio Chehel Sotoun, registrou prejuízos maiores, com janelas destruídas, portas danificadas e superficiais desalojadas de azulejos. Outras obras próximas, como Ali Qapu e imóveis na praça Naqsh-e Jahan, também foram afetadas, segundo moradores.
A autoridades locais ressaltaram que coordenadas de sítios do patrimônio foram divulgadas às partes em conflito, e placas da Convenção de Haia de 1954 foram afixadas em edifícios relevantes para indicar proteção cultural em tempo de guerra. A cidade de Isfahan é descrita por autoridades como um amplo conjunto histórico que abriga traços de várias fases da história.
Mehdi Jamalinejad, governador de Isfahan, classificou o episódio como grave violação cultural, destacando que o dano ocorre mesmo com avisos prévios e sinalização de proteção. Ele comparou a violência aos ataques em eras históricas, enfatizando o valor cultural da região.
Especialistas afirmam que o impacto vai além das estruturas, atingindo o reconhecimento histórico de Isfahan, uma cidade que reúne arquitetura safávida de várias épocas. Um geólogo local apontou vulnerabilidade estrutural histórica e riscos adicionais advindos de ataques atuais.
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