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Pete Hegseth expressou antipatia extrema pela Irã ao longo de anos

Comentários em livros, vídeos e discurso em Jerusalém mostram o compromisso de Hegseth com confronto máximo contra o Irã, fortalecendo vínculos com Israel

Pete Hegseth speaks during a press conference at US Central Command headquarters at MacDill air force base in Tampa, Florida, on 5 March 2026.
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, expressou antipatia violenta pela Iran por anos em livros, entrevistas e vídeos, incluindo conteúdos da Fox News e uma palestra de 2018 em Jerusalém.
  • No livro de 2020, American Crusade, ele descreve os líderes iranianos como buscando armas nucleares para derrubar o Ocidente.
  • Em vídeo de 2017 para a plataforma conservadora PragerU, Hegseth chamou o Irã de “inimigo mortal dos EUA”.
  • Na palestra de 2018 em Israel, ele retratou o Irã como ameaça existencial e defendeu ações contra o programa nuclear iraniano, além de apoiar ampliação de prédios territoriais em áreas disputadas.
  • A cobertura também aponta alinhamento contínuo entre Hegseth e políticas pró-Israel, com tom de conflito permanente contra o Irã e contexto na atual campanha militar que envolve EUA e aliados.

O Guardian revisou material do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e apurou manifestações de antipatia veementemente dirigidas ao Irã ao longo de anos. Em livros, programas da Fox News, vídeos educativos e uma palestra de 2018, ele associou o país a riscos existenciais para os EUA e aliados.

Segundo a reportagem, em um livro publicado em 2020, Hegseth descreve os líderes iranianos como buscando meios militares, inclusive armas nucleares, para subjugar o Ocidente. Em vídeo de 2017 para a plataforma PragerU, ele classificou o Irã como inimigo mortal dos Estados Unidos.

Em 2018, em Jerusalém, o secretário apontou o Irã como ameaça de alcance global, usando a metáfora de um “polvo” com tentáculos nefastos para Israel e EUA, e citou o regime como fomentador de instabilidade regional. A defesa de alinhamento incondicional com Israel também aparece em seus discursos.

Ao longo da década, Hegseth manteve tom beligerante contra o Irã em aparições na Fox News como comentarista e apresentador, incluindo menções a ações militares futuras caso haja novas agressões iranianas. A reportagem ressalta uma linha de confrontação constante com o regime.

Em 2020, foi registrada celebração pela morte de um comandante das Quds forçe, com declarações que sugeriam riscos de ações futuras contra a liderança iraniana. Dias depois, ele discutiu a possibilidade de agir de modo a “crippling” o programa nuclear iraniano, sem detalhar estratégias.

A entrevista de 2014 na TV americana também aparece no levantamento, com críticas à relação do governo com o Irã na época de negociações nucleares, sob a perspectiva de que o Irã não demonstraria moderação. Também constam referências à destruição de Hezbollah e a vínculos com o Irã.

Em 2018, a palestra em Israel expôs uma visão de que o acordo nuclear até então vigente seria prejudicial, e incentivou ações para mudanças territoriais na região. O porta-voz de Israel foi apresentado entre autoridades presentes na ocasião.

A publicação cita análises de analistas independentes, que veem uma longa família de posições anti-iranianas no espectro político dos EUA. O Guardian solicitou comentário do Pentágono, mas não houve resposta.

Contexto adicional aponta que o debate sobre a estratégia para o Irã tem dividido opiniões e que, segundo especialistas, houve variações de posição entre o ex-presidente e aliados. A reportagem destaca o tom polarizado no manejo da questão no universo político americano.

Contexto

  • A reportagem reúne trechos de obras, entrevistas e apresentações de Hegseth, que estreou como figura pública associada a pautas de linha dura.
  • O material não foi objeto de resposta oficial até o fechamento deste texto.
  • O Guardian cita fontes consultadas e documentos públicos para sustentar as descrições.

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