- Downing Street negou que tenha havido encobrimento da participação de Keir Starmer na nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington, afirmando que não houve input formal do primeiro ministro.
- Na véspera, foram publicados 147 documentos; o governo afirmou que a aprovação e a checagem de Mandelson seguiram procedimentos normais, sem pressa.
- Mandelson foi demitido nove meses após a nomeação, após surgirem novos detalhes sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein; Starmer disse não conhecer a extensão dessas ligações.
- Entre os documentos, havia dois pareceres oficiais sobre os riscos da nomeação, com a seção “comentários do primeiro ministro” em branco; a chefe de governo conservadora disse que as observações teriam sido redigidas.
- No dia seguinte, oficiais de No. 10 afirmaram que não houve redação e que se trata da versão final; acredita-se que Starmer tenha exposto sua opinião aos funcionários verbalmente, conforme protocolo.
Downing Street rejeitou acusações de que teria encoberto o papel de Keir Starmer na nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington. A defesa veio após a divulgação de 147 páginas de documentos oficiais.
Segundo a sua liderança, as informações não mostram input formal do premiêr e o processo de aprovação e checagem foi realizado conforme procedimentos normais. O governo aponta que o conteúdo revela apenas que houve avaliação, sem pressões.
O porta-voz de Starmer reiterou o posicionamento de que houve erro na decisão de nomeação e afirmou que o premiê já pediu desculpas às vítimas de Epstein, sem classificar a relação de Mandelson com o caso.
Durante uma visita a Belfast, Starmer reforçou que não tinha conhecimento pleno das ligações de Mandelson com Epstein na época da nomeação e reconheceu o erro, mantendo o pedido de desculpas público.
Entre os documentos, constam dois pareceres oficiais sobre riscos de uma nomeação política para embaixador e sobre riscos específicos de Mandelson, com caixas para comentários do primeiro-ministro que ficaram em branco.
Na versão final apresentada, não houve registro formal das observações do premiê, segundo a versão de No 10, que sustenta ter seguido o protocolo. A hipótese de retirada de comentários foi negada pela equipe governamental.
Nesse contexto, Starmer afirmou que o governo agiu conforme as regras de divulgação exigidas pela oposição conservadora, ressaltando que há lições a aprender sobre o processo de indicação. Reitera responsabilidade do premiê pela decisão de Mandelson.
Relatos internos apontam que Mandelson recebeu briefings confidenciais semanas antes de concluir a checagem de segurança. Autoridades afirmam que isso ocorreu porque membros de alto escalão têm acesso a materiais sensíveis sem nova checagem.
O debate envolve ainda críticas sobre a eficácia dos atuais mecanismos de fiscalização de nomeações. O tema gera pressão para mudanças no processo de vetting e de due diligence, segundo integrantes do governo.
Entre na conversa da comunidade