- Navios precisam coordenar com a marinha do Irã para passar pelo estreito de Hormuz.
- o Irã diz que continuará a lutar e manterá o estreito fechado como alavancagem contra os Estados Unidos e Israel.
- o líder supremo Mojtaba Khamenei fez comentários desafiadores desde que substituiu o pai falecido.
- o porta-voz Esmaeil Baghaei afirmou que a segurança do estreito é vital para o Irã, ligado à segurança da região.
- a interrupção do fornecimento de energia pode fazer o petróleo subir acima de US$ 100 o barril, caso o conflito se prolongue.
DUBAI — Ships passing pelo Estreito de Hormuz devem coordenar a passagem com a marinha do Irã, informou nesta quinta-feira o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, em nota republicada pela Mehr News Agency. A orientação destaca a importância estratégica da ligação entre o Irã e a região.
A declaração ocorre em meio a tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. O governo iraniano ressalta que a segurança do Estreito depende da estabilidade regional e de uma cooperação entre as partes envolvidas para manter a navegação segura.
Segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, a segurança do Hormuz está ligada à segurança do país. O Irã tem a costa mais extensa no Golfo Pérsico e no Mar da Oman, o que aumenta os custos de proteção da via.
O anúncio coincide com declarações do líder supremo, Mojtaba Khamenei, que disse que o Irã lutará para manter o Estreito fechado como forma de pressão externa. As falas foram recebidas como sinalização de postura firme.
Khamenei pediu aos vizinhos que encerrem bases militares dos EUA em seus territórios, enfatizando que o Irã continuará a mirar alvos regionais. As observações aumentam a percepção de risco para o comércio naval.
Analistas apontam que o cenário pode impactar o abastecimento global de energia, com a possibilidade de pressões sobre os preços do petróleo acima de patamar anterior. O mercado reagiu com cautela após o anúncio.
Explicação adicional do governo enfatiza que, apesar da necessidade de cooperação, o objetivo é preservar a segurança marítima. Não houve confirmação de medidas adicionais contra navios específicos.
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