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Ministros da ASEAN realizam reuniões para tratar crise no Oriente Médio

Ministros de economia da ASEAN reúnem-se para discutir a crise no Oriente Médio, diante do aumento do petróleo e interrupções em rotas comerciais.

A foreign tanker carrying Iraqi fuel oil damaged after catching fire in Iraq's territorial waters, following unidentified attacks that targeted two foreign tankers, according to Iraqi port officials, near Basra, Iraq, March 12, 2026.
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  • Ministros de economia da ASEAN devem realizar reuniões para tratar da crise no Médio Oriente, com a reunião virtual de ministros das Relações Exteriores ocorrendo na mesma data.
  • A Filipinas, neste ano presidente da ASEAN, recebe as sessões para avaliar impactos e respostas a alta dos preços do petróleo e a interrupções no transporte e no comércio da região.
  • Conflito já resulta em ações conjuntas entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, com cerca de dois mil mortos e mercados globais de energia e transporte sob pressão; o Estreito de Hormuz encontra-se praticamente fechado, elevando o petróleo acima de $100 por barril.
  • Os ministros de Relações Exteriores da ASEAN marcaram uma reunião virtual especial para discutir implicações para o Sudeste Asiático, onde várias economias dependem de petróleo e LNG do Golfo.
  • Países da região já adotaram medidas para enfrentar o impacto: a Filipinas reduziu a semana de trabalho para economizar combustível; Vietnã anunciou queda nos preços de combustível, com expectativa de volatilidade; a Tailândia interrompeu exportações de energia para todos, exceto Laos e Mianmar.

Os ministros de economia da ASEAN se reúnem nesta sexta-feira, com os ministros das Relações Exteriores em sessão virtual no mesmo dia, para discutir a crise no Oriente Médio. O objetivo é avaliar impactos e respostas diante da escalada do conflito.

A reunião é realizada na ocasião da presidência filipina da ASEAN. Officials avaliam como o aumento recente nos preços do petróleo, bem como interrupções no transporte, afetam as economias exportadoras da região.

Os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã, iniciados há quase duas semanas, já provocaram mortes elevadas e geram volatilidade nos mercados globais de energia. O estreito de Hormuz permanece sob pressão, elevando o preço do crude acima de 100 dólares o barril.

O bloqueio de Hormuz compõe riscos para a ASEAN, já que várias economias dependem de petróleo e gás natural liquefeito importados do Golfo. A questão também afeta cadeias de suprimentos e custos logísticos na região.

Vários países da ASEAN já adotaram medidas para mitigar os impactos. Na Philippinas, a semana de trabalho foi reduzida para economizar combustível, e o governo busca autorização parlamentar para suspender impostos sobre combustíveis.

Vietnã reduziu repentinamente os preços locais de combustíveis, sinalizando volatilidade contínua no curto prazo. No mês, a Tailândia interrompeu exportações de energia para a maioria dos destinos, exceto Laos e Mianmar.

Para Gepty, subsecretário de Comércio filipino, a coordenação entre ações é essencial. As autoridades ressaltam a necessidade de respostas sincronizadas para evitar impactos em inflação e empregos.

A ASEAN reiterou ao longo de sua declaração a preocupação com a escalada do conflito e pediu cessar-fogo imediato, com a proteção de civis e resolução por meio de diálogo, em conformidade com o direito internacional.

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