- Ministros de economia da ASEAN devem realizar reuniões para tratar da crise no Médio Oriente, com a reunião virtual de ministros das Relações Exteriores ocorrendo na mesma data.
- A Filipinas, neste ano presidente da ASEAN, recebe as sessões para avaliar impactos e respostas a alta dos preços do petróleo e a interrupções no transporte e no comércio da região.
- Conflito já resulta em ações conjuntas entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, com cerca de dois mil mortos e mercados globais de energia e transporte sob pressão; o Estreito de Hormuz encontra-se praticamente fechado, elevando o petróleo acima de $100 por barril.
- Os ministros de Relações Exteriores da ASEAN marcaram uma reunião virtual especial para discutir implicações para o Sudeste Asiático, onde várias economias dependem de petróleo e LNG do Golfo.
- Países da região já adotaram medidas para enfrentar o impacto: a Filipinas reduziu a semana de trabalho para economizar combustível; Vietnã anunciou queda nos preços de combustível, com expectativa de volatilidade; a Tailândia interrompeu exportações de energia para todos, exceto Laos e Mianmar.
Os ministros de economia da ASEAN se reúnem nesta sexta-feira, com os ministros das Relações Exteriores em sessão virtual no mesmo dia, para discutir a crise no Oriente Médio. O objetivo é avaliar impactos e respostas diante da escalada do conflito.
A reunião é realizada na ocasião da presidência filipina da ASEAN. Officials avaliam como o aumento recente nos preços do petróleo, bem como interrupções no transporte, afetam as economias exportadoras da região.
Os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã, iniciados há quase duas semanas, já provocaram mortes elevadas e geram volatilidade nos mercados globais de energia. O estreito de Hormuz permanece sob pressão, elevando o preço do crude acima de 100 dólares o barril.
O bloqueio de Hormuz compõe riscos para a ASEAN, já que várias economias dependem de petróleo e gás natural liquefeito importados do Golfo. A questão também afeta cadeias de suprimentos e custos logísticos na região.
Vários países da ASEAN já adotaram medidas para mitigar os impactos. Na Philippinas, a semana de trabalho foi reduzida para economizar combustível, e o governo busca autorização parlamentar para suspender impostos sobre combustíveis.
Vietnã reduziu repentinamente os preços locais de combustíveis, sinalizando volatilidade contínua no curto prazo. No mês, a Tailândia interrompeu exportações de energia para a maioria dos destinos, exceto Laos e Mianmar.
Para Gepty, subsecretário de Comércio filipino, a coordenação entre ações é essencial. As autoridades ressaltam a necessidade de respostas sincronizadas para evitar impactos em inflação e empregos.
A ASEAN reiterou ao longo de sua declaração a preocupação com a escalada do conflito e pediu cessar-fogo imediato, com a proteção de civis e resolução por meio de diálogo, em conformidade com o direito internacional.
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