- Mauro Vieira afirmou que a visita do assessor do governo dos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode configurar ingerência estrangeira, principalmente em ano eleitoral.
- A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal; o ministro Alexandre de Moraes questionou se houve agenda diplomática oficial, which foi negada.
- Beattie deve chegar no dia 16 e permanecer até o dia 18; a visita à prisão já havia sido autorizada, e a defesa pediu reajuste de data.
- Segundo Vieira, a justificativa de visto foi participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos; não havia menção a encontros não comunicados oficialmente.
- A Embaixada dos Estados Unidos pediu uma reunião entre Beattie e o chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais, Marcelo Della Nina, mas a agenda não foi confirmada.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos EUA, ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode configurar ingerência estrangeira em ano eleitoral. A manifestação foi enviada ao STF nesta quinta-feira (12).
Vieira ressaltou que a presença de um funcionário de Estado estrangeiro junto a um ex-presidente, durante o período eleitoral, pode interferir nos assuntos internos do Brasil. O chanceler também citou o agravante do momento político.
A visita ao Brasil foi comunicada ao Itamaraty, mesmo sem encontros oficiais com o governo brasileiro. Beattie chegará na segunda-feira (16) e ficará até quarta (18) para atividades diversas.
Contexto diplomático
A defesa de Bolsonaro pediu reajuste de data da visita, já autorizada para a prisão. O chanceler declarou que o visto foi justificado pela participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, sem menção a encontros não comunicados.
A Embaixada dos EUA em Brasília solicitou reunião entre Beattie e Marcelo Della Nina, chefe da Cocit, mas não houve confirmação de agenda. Não houve indicação de reuniões com autoridades brasileiras.
Agenda do visitante
O governo americano não confirmou compromissos oficiais no Brasil além da visita ao ex-presidente, conforme o Itamaraty. A situação gira em torno de possível ingerência e do contexto eleitoral.
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