- O governo não tolerará lucros excessivos de empresas de energia diante da alta do petróleo, segundo Ed Miliband, e a CMA está pronta para intervir para evitar abusos no preço da gasolina e do óleo de aquecimento.
- O preço do petróleo subiu por causa do conflito no Oriente Médio, elevando preocupações sobre o impacto em contas de famílias que usam óleo de aquecimento e gasolina.
- Miliband não descartou apoio direto ou a extensão da suspensão da taxa de combustível caso o conflito se prolongue.
- O governo defende manter a produção de petróleo e gás nos campos em operação, rejeitando novas licenças de exploração no Mar do Norte.
- A taxa de combustível, atualmente congelada, será revisada para setembro; Reeves e Miliband vão se encontrar com varejistas de combustível para tratar do tema e discutir ações da CMA.
O governo britânico afirmou que não tolerará lucro excessivo de empresas de energia diante da alta do preço do petróleo, e o regulador de competição deve agir para evitar supostos abusos nos preços da gasolina. A declaração foi feita pelo secretário de Energia, Ed Miliband, em entrevista à BBC.
A elevação do preço do petróleo, estimulada pelo conflito no Oriente Médio, gerou preocupação sobre o impacto em contas de energia e combustível. Miliband mencionou possíveis apoios diretos ou a extensão da suspensão do imposto sobre combustível caso o cenário se agrave.
O secretário de Transporte, Richard Holden, criticou a atuação da chanceler Rachel Reeves, sugerindo que medidas para reduzir o custo de vida não teriam sido eficazes. Miliband defendeu a continuidade da estratégia energética atual para segurança e clima, rejeitando novas concessões de exploração no Mar do Norte.
Segundo Miliband, a resposta adequada envolve manter a produção em campos já ativos, sem licenças para novas explorações. Ele afirmou que novas licenças não reduziriam o custo para o consumidor, destacando a importância de fontes de energia domésticas sob controle.
A tensão nos mercados de energia persiste enquanto o bloqueio efetivo no Estreito de Hormuz, passagem crucial para suprimentos, continua. Há pressão para ações de curto e longo prazo para conter a alta de contas de energia.
O governo prepara medidas de resposta rápida para infraestrutura nuclear, com lançamento de um processo acelerado para construção de novas usinas. A iniciativa, prevista para sexta-feira, busca reduzir dependência de combustíveis fósseis com prazos mais razoáveis.
Mais cedo, Reeves e Miliband devem se reunir com varejistas de combustível para discutir o tema. O objetivo é transmitir que a CMA está em alerta máximo para abusos de preços injustificados, com poderes para aplicar multas e impor sanções.
A variação de preços da gasolina entre estabelecimentos, observada pelo governo, intensifica a cobrança sobre o tema. Miliband destacou que o governo já discutiu com a CMA a situação de petróleo para aquecimento e combustíveis automotivos.
Enquanto o conflito persiste, o chanceler deverá avaliar a duração do cenário e as ações de suporte às famílias. Miliband ressaltou o compromisso de intervir quando necessário, conforme medidas anteriores para reduzir tarifas de energia.
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