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Leis de Queensland do rio ao mar lembram regime anti-protesto de Bjelke-Petersen

Polícia prende manifestantes em Queensland por slogans proibidos; críticos veem tom autoritário similar ao regime de Bjelke-Petersen

Greens MP Michael Berkman criticised Queensland police for arresting protesters under the new laws, saying officers were ‘all too happy to act as the thought police on behalf of the LNP state government’. Photograph: Darren England/AAP
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  • Leis de Queensland entraram em vigor ontem, proibindo os slogans “from the river to the sea” e “globalise the intifada” e previa pena de até dois anos de prisão para quem ameaçar, assediar ou ofender.
  • Prisões associadas aos dizeres foram criticadas por setores progressistas, que veem traços de regime autoritário; o vice-primeiro-ministro defende que “a lei é a lei”.
  • Críticos compararam a medida à era de Joh Bjelke-Petersen, recordando o banimento de marchas de protesto em dois mil setenta e sete e a declaração de emergência.
  • Grupos estudantis e a Federação Nacional de Estudantes condenaram as leis, dizendo que visam intimidar ativistas pacíficos.
  • A Polícia informou a prisão de um homem de trinta e três anos e de uma mulher de dezoito, por uso da frase; o homem irá a tribunal no próximo mês e a mulher recebeu uma advertência.

Police prenderam manifestantes pró-Palestina sob novas leis de Queensland que proíbem as frases “from the river to the sea” e “globalise the intifada”. A norma entrou em vigor ontem, após aprovação na semana passada.

A legislação pune expressões ou publicações dessas palavras com até dois anos de prisão se derem origem a intimidação, assédio ou ofensa. Ação ocorreu em meio a críticas de opositores.

Greens: o parlamentar Michael Berkman afirmou que as prisões parecem sinal de estado policial autoritário, com a polícia atuando como “polícia do pensamento”. O vice‑governador Jarrod Bleijie defendeu a legalidade da medida.

Bleijie afirmou que leis existem e devem ser cumpridas. Segundo ele, quem não obedecer pode ser processado; quando os casos vão a tribunal, não há comentários adicionais. Grupos e parlamentares criticaram o endurecimento.

Labor e oposicionistas compararam o episódio aos tempos de Joh Bjelke-Petersen, especialmente o banimento de marchas em 1977. A líder da oposição, Shannon Fentiman, pediu clareza sobre restrições à liberdade de expressão.

Students For Palestine Queensland informou que buscará pautas futuras, mas não confirmou planos de protestos. Connor Knight afirmou que há ampla indignação entre simpatizantes pelo país. A NUS também condenou as prisões.

A Polícia de Queensland disse que a presença policial em protestos é comum para gerenciar fechamentos de vias e segurança, e não comentou mais, já que o caso está em tribunal. Fiscalizou prisões em duas pessoas.

A polícia informou que um homem de 33 anos e uma mulher de 18 foram detidos na quarta-feira pelo uso da frase. O homem vai a julgamento no próximo mês; a mulher recebeu uma advertência formal.

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