- Ibaneis Rocha recusou o convite da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para esclarecer operações entre BRB e Banco Master, dizendo não possuir conhecimento técnico e que não participou do tema.
- A CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros, analisa o caso e pode convocar o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.
- A Polícia Federal investiga a compra pelo BRB de 12,2 bilhões de reais em cédulas de crédito sem valor real, fato que motivou medidas de socorro no âmbito distrital.
- As medidas de socorro preveem uso de imóveis públicos, aportes do Executivo e empréstimo de até 6,6 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Créditos.
- Ibaneis aparece entre contatos no celular de Daniel Vorcaro; há resistência para pautar CPI/CPMI do Master, levando o STF a decidir sobre o andamento do caso em fases anteriores.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), recusou um convite da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para esclarecer as operações entre o Banco Master e o BRB. A CAE é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A audiência ocorreu na quinta-feira (12).
Ibaneis informou que não compareceria, alegando não possuir conhecimento técnico sobre o sistema financeiro e não ter participação nas operações envolvendo BRB e Master, o que o impediria de contribuir com o tema.
Essa posição abre espaço para o eventual convite ou convocação do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, segundo fontes da comissão, que mantém um grupo de trabalho dedicado ao caso Master.
Investigações da PF e desdobramentos
A Polícia Federal apura a compra pelo BRB de 12,2 bilhões de reais em cédulas de crédito sem valor real. O episódio provocou prejuízos à estatal e motivou deputados distritais a aprovar medidas de socorro, incluindo uso de imóveis públicos, aportes do governo e empréstimo de até 6,6 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Entre os contatos encontrados no celular de Daniel Vorcaro estão Ibaneis, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Os três têm resistido a pautar CPIs e CPMIs sobre o Banco Master.
STF e desfechos processuais
Em resposta à resistência, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acionou o STF para obrigar Motta a pautar a CPI do Master. O caso foi parar no ministro Dias Toffoli, que o devolveu para a relatoria de Cristiano Zanin. Zanin negou o pedido, alegando falta de provas de omissão por parte de Motta.
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