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Governo Lula busca aprovar fim da escala 6×1 antes das eleições, aponta Boulos

Governo avalia enviar projeto com urgência para acelerar fim da escala 6×1 antes das eleições, caso PEC atrase

Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. Foto: SGPR/Divulgação
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  • O governo Lula quer aprovar o fim da escala 6×1 no Congresso antes das eleições, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
  • Se a tramitação atrasar, o Planalto avalia enviar ao Legislativo um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada de trabalho.
  • A estratégia foi debatida em jantar no Palácio da Alvorada na noite de quarta-feira; o ministro Guilherme Boulos mencionou o cenário em Aracaju na quinta-feira.
  • Usar a urgência permitiria prioridade máxima na apreciação; se o texto não for apreciado em quarenta e cinco dias, pode travar a pauta do Congresso.
  • Entidades empresariais defendem adiar o debate para não influenciar o processo eleitoral; hoje existem quatro PECs sobre redução da jornada de 44 para 40 ou 36 horas, que precisam passar pela CCJ, em dois turnos na Câmara e no Senado.

O governo Lula planeja aprovar o fim da escala 6×1 no Congresso antes das eleições deste ano. A proposta tramita na CCJ da Câmara como uma PEC, o que exige tramitação em comissão especial e, depois, plenário.

Diante da dificuldade de avançar pela via constitucional, a ideia é encaminhar um projeto de lei com urgência constitucional para reduzir a jornada de trabalho, caso haja sinal de atraso na tramitação. A estratégia foi discutida no Palácio da Alvorada.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, destacou o cenário em Aracaju durante encontro com movimentos sociais. O governo condiciona a adoção da urgência à pressão de mobilização popular para evitar bloqueios no Legislativo.

A proposta com urgência permitiria prioridade máxima de votação, sob pena de bloquear a pauta caso não haja apreciação em 45 dias nas duas casas. Parlamentares teriam de demonstrar posição sobre o tema.

Entidades empresariais defendem postergar o debate para não transformar o tema em bandeira eleitoral, temendo que o escrutínio precoce possa pressionar parlamentares sem aprofundar impactos da redução.

Atualmente, quatro PECs tratam da redução de 44 para 40 ou 36 horas semanais, o que, na prática, pode encurtar a sequência de seis dias de trabalho. O rito inclui CCJ, dois turnos na Câmara e aprovação no Senado.

Uma das PECs está sob a relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA) na CCJ. O governo acompanha o andamento e expressa desconfiança em Azi, aliado de Bolsonaro, diante de um rito longo e do necessidade de quórum elevado.

Preocupação no Planalto é manter a matéria em pauta até junho, evitando que o atraso comprometa a agenda legislativa. A estratégia envolve monitorar audiências públicas e possíveis manobras de oposição.

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