- Em marselha, o candidato da Frente Nacional (extrema direita), Allisio, está empatado em primeiro turno com o prefeito atual, Benoit Payan, segundo pesquisas.
- Vídeos de campanha centrados na segurança ajudam Allisio a angariar apoio entre eleitores antes da primeira volta, marcada para domingo.
- O pleito acontece numa cidade com foco nacional em segurança pública; a esquerda pode influenciar o resultado se houver união de candidaturas, ou ficar mais competitivo se houver divisão de votos.
- Dados oficiais mostram queda de 4,1% no crime total em marselha no ano passado, mas mortes ligadas ao tráfico de drogas ainda impressionam moradores.
- Payan trouxe Amine Kessaci, ativista anti-drogas, para fortalecer a promessa de combate ao crime, enquanto moradores criticam a ênfase excessiva em segurança no debate político.
A campanha de segurança da candidata do RN, Allisio, está redesenhando a disputa pela prefeitura de Marselha. Em meio às pesquisas, ela aparece empatada em primeiro turno com o prefeito socialista Benoît Payan. O efeito inclui apoio de simpatizantes que convenceram familiares a votar nele, segundo relatos. Marselha, porto histórico do sul da França, figura como foco de combate às drogas e à violência em meio a eleitores atentos a questões de segurança.
As candidaturas colocam a segurança no centro do debate, com Both Allisio e Payan apresentando propostas para reforçar a atuação policial local. Um levantamento do Ifop aponta que o resultado dependerá da coesão da oposição de esquerda no segundo turno. Com a prefeitura restrita a políticas municipais, a diferença de posições sobre combate ao crime é o principal diferencial entre os candidatos.
Cenário eleitoral
Dados oficiais indicam queda de 4,1% nos crimes totais em Marselha no ano anterior, frente a 2024, embora homicídios ligados ao tráfico tenham aumentado em 2023 e depois diminuído. Especialistas destacam que o sentimento de insegurança é real, mas não representa necessariamente a tendência geral. A visão de que o crime está sob controle é contestada por pesquisadores.
Perspectivas locais
Payan reforça o policiamento local como resposta à violência, enquanto o RN aponta falhas estruturais. Um ativista contra as drogas sustenta que políticas de saúde, educação e habitação são essenciais para combater as causas do tráfico. Moradores de bairros afetados descrevem cansaço com o tom de campanha centrado em segurança e alertam para impactos sociais.
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