- Donald Trump rebate ataques a o líder da maioria no Senado, John Thune, por não flexibilizar regras para obrigar votação do Save America act.
- O presidente diz que não assinará nenhuma outra lei até o projeto chegar à sua mesa.
- A Câmara já aprovou uma versão, mas o Senado não tem votos suficientes (precisa de sessenta) para avançar por causa do filibuster.
- Thune pretende colocar o projeto em votação na próxima semana, mas admite que não há votos para vencer o obstáculo nem para sustentar um filibuster falante.
- Trump quer incluir novas medidas no texto, como proibição de voto por correio e restrições relacionadas a identidade de gênero, o que divide parte dos republicanos.
Donald Trump reagiu à resistência do líder da maioria Republicana no Senado, John Thune, em relação a mudanças nas regras para forçar a votação do Save America Act. O presidente pediu que Thune adote posição de liderança para viabilizar o texto.
O Save America Act propõe alterações profundas no processo eleitoral, com a pretensão de reestruturar a votação nos EUA. A Câmara aprovou uma versão, mas o Senado ainda não tem votos suficientes para avançar devido ao derrope com a regra do filibuster.
Thune, de Dakota do Sul, afirmou que planeja levar o projeto a votação na próxima semana, mas reconheceu que não possui 60 votos para superar o obstáculo do filibuster. Ele disse que não há como contornar esse número matematicamente.
Trump pressionou Thune a mobilizar os aliados para obter os votos necessários, sinalizando que não assinaria outra legislação até que o Save America Act chegasse à sua mesa. O presidente também indicou a intenção de revisitar o texto para incluir novos dispositivos.
Para ganhar apoio, o projeto poderia retornar à Câmara para incorporar medidas adicionais não previstas na versão aprovada pelo plenário. Entre as propostas estão limitações à votação por correspondência, restrições a cirurgias de afirmação de gênero para menores e regras para a participação de atletas trans no esporte feminino.
Alguns senadores republicanos discordam de pontos do texto, como Thom Tillis, que afirmou ser contra a proibição da votação por correio. Ele defendeu que a votação por correspondência pode ocorrer com padrões adequados.
Trump manteve a defesa do Save America Act em redes sociais, repetindo alegações sobre suposta fraude eleitoral e participação de eleitores não aptos. O tema tornou-se central no debate interno do Partido Republicano durante as etapas do ciclo eleitoral.
Entre as medidas do Save America Act estão exigências de comprovação de cidadania para registro de voto, identificação de eleitores, vedação a cadastros sem documentação, envio de listas de eleitores para o governo federal e abertura para ações privadas contra oficiais de eleição.
A proposta, se aprovada, poderia trazer grande impacto na organização de eleições em um momento de disputa eleitoral acirrada. Grupos de defesa de direitos de voto alertam para potenciais barreiras que afetem milhões de eleitores, especialmente quem depende de documentos específicos.
O debate também envolve a Кristal de apoio entre conservadores que desejam ver mudanças rápidas no processo eleitoral, enquanto outros membros do Senado pedem cautela em relação a alterações de alto impacto durante o ciclo de meio de mandato.
Em meio ao embate, o senador John Cornyn, do Texas, manifestou apoio a mudanças nas regras para levar o Save America Act adiante, buscando dissociar a votação das objeções ao uso do filibuster e, assim, facilitar a aprovação do texto.
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