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Toffoli alega foro íntimo e se declara suspeito para CPI do Master na Câmara

Toffoli alega foro íntimo e se declara suspeito para julgar pedido de instalação da CPI do Master; novo sorteio definirá o relator

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Foto: Nelson Jr./STF
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  • O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar pedido que pode mandar a Câmara instalar a CPI da Master no STF.
  • O requerente é o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), e um novo sorteio definirá quem julgará o mandado de segurança.
  • Toffoli havia sido sorteado como relator, mas abriu mão da função por motivos de foro íntimo; o caso foi encaminhado a outro ministro por sorteio.
  • Rollemberg pediu à Câmara a instalação da CPI para investigar supostas fraudes na compra do Master pelo Banco de Brasília, com apoio de mais de dois terços dos deputados.
  • A resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é apontada como entrave à instalação da comissão.

Dias Toffoli, ministro do STF, declarou-se suspeito para analisar o pedido que pede à Corte para determinar a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar supostas fraudes do Banco Master. A ação é movida pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB).

Toffoli havia sido sorteado relator do mandado de segurança, mas alegou motivos de foro íntimo para se declarar impedido, provocando a necessidade de novo sorteio para definir o relator. A decisão ocorreu nesta quarta-feira.

A proposta de instalação da CPI foi apresentada por Rollemberg à Câmara e apoiada por mais de um terço dos deputados, conforme documento encaminhado ao STF. O pedido visa apurar as negociações envolvendo o Master e o BRB, com críticas à lentidão da atuação parlamentar.

O deputado sustenta que a gravidade das fraudes é de proporções alarmantes e afirma que a investigação possui relevância nacional. Entretanto, a resistência na Câmara é apontada como empecilho pela atuação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O caso já teve desdobramentos anteriores, incluindo a substituição de Toffoli na relatoria após surgirem questões envolvendo uma empresa ligada ao ministro. A análise atual depende de novo sorteio para definir quem conduzirá o processo no STF.

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