Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF mantém regras de reincorporação do Programa Mais Médicos

STF mantém regras de reintegração de médicos cubanos no Mais Médicos, permitindo apenas profissionais desligados por rompimento do acordo com Cuba

Programa Mais Médicos foi implantado no governo Dilma. (Foto: Cadu Duarte / Efe)
0:00
Carregando...
0:00
  • O STF, por decisão unânime, validou a regra que permite reincorporar ao Programa Mais Médicos apenas cubanos desligados por ruptura unilateral do acordo por Cuba, em 2018.
  • A Lei 13.958, de 2019, autorizou reintegração excepcional de médicos demitidos por fim do acordo com Cuba.
  • A Ação Direta de Inconstitucionalidade, apresentada pela Aspromed, questionava a diferenciação e pedia a vedação da medida.
  • O relator, ministro André Mendonça, disse que manter apenas médicos cubanos não viola a isonomia e que a decisão busca equilibrar interesses de pacientes e profissionais.
  • O contexto envolve o objetivo do Mais Médicos de ampliar atendimento em áreas carentes; documentos diplomáticos indicam que Cuba buscava renda com as missões e que o Brasil aceitou exigências, incluindo o retorno dos médicos à ilha.

O STF manteve regras que permitem a reintegração ao Programa Mais Médicos apenas para profissionais cubanos desligados em razão da ruptura unilateral do acordo por Cuba. A decisão foi tomada de forma unânime pelos ministros.

O programa foi criado em 2013, no governo Dilma Rousseff, para atender áreas carentes com médicos estrangeiros intercambistas, via acordo com a Opas/OMS. Em 2018, Cuba rompeu o acordo, o que levou à demissão imediata dos cubanos participantes.

A Lei 13.958, de 2019, autorizou uma reintegração excepcional e temporária somente para médicos demitidos por esse rompimento. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Aspromed contestou esse tratamento distinto.

Contexto

O relator, ministro André Mendonça, argumentou que manter a regra não viola isonomia, pois também houve impactos para usuários do SUS que tiveram atendimento interrompido. Segundo o ministro, a norma busca equilibrar interesses divergentes entre as partes envolvidas.

Mendonça ainda observou que médicos cubanos que deixaram o programa antes da ruptura tinham vínculos encerrados por previsão legal, como término de contrato ou punições, diferentemente daqueles atingidos pela extinção abrupta do acordo.

O Mais Médicos visava ampliar o acesso a saúde em regiões remotas. Documentos diplomáticos recentes indicam que a iniciativa nasceu, em parte, na linha de renda para Cuba, enquanto outras informações apontam que o Brasil aceitou condições impostas por Havana, incluindo retorno de médicos à ilha.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais