- Keir Starmer overrouu as autoridades que alertaram para risco reputacional na nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, apesar de um dossiê sobre a relação dele com Jeffrey Epstein.
- Mandelson recebeu um briefing altamente classificado do Ministério das Relações Exteriores mesmo antes de concluir o processo de averiguação.
- Dois dos mais altos responsáveis de segurança e política externa, o conselheiro de segurança nacional Jonathan Powell e o secretário permanente do FCDO, Philip Barton, mostraram reservas sobre a nomeação devido a envolvimentos anteriores em escândalos.
- A equipe próxima ao primeiro-ministro afirmou estar “satisfeita” com as explicações de Mandelson sobre a amizade com Epstein, mesmo com o aviso de que ele manteve contato após a condenação.
- Questões sobre o cronograma e o processo de averiguação levaram à demissão de Mandelson; separadamente, ele recebeu severance de £75.000, após inicialmente pedir mais de £500.000.
Keir Starmer autorizou a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, mesmo diante de avisos de risco reputacional. Documentos recém-divulgados indicam que a condução do processo ocorreu com informações sobre a relação de Mandelson com Jeffrey Epstein, o empresário condenado.
Os arquivos mostram que Mandelson recebeu um briefing altamente confidencial do Foreign Office antes da conclusão do processo de verificação. Dois dos mais altos responsáveis pela segurança e política externa, Jonathan Powell e Philip Barton, expressaram reservas sobre a nomeação.
Além disso, há evidências de que a equipe próxima ao premiê ficou satisfeita com explicações sobre a amizade de Mandelson com Epstein, mesmo com o andamento irregular do acompanhamento de antecedentes. Mandelson já havia sido desligado no ano anterior, após novas informações sobre a proximidade com Epstein.
Detalhes da verificação e salário de saída
A documentação revela que Mandelson foi informado de uma possível indenização de 75 mil libras ao aceitar o cargo, após inicialmente pedir mais de 500 mil libras. A análise inicial indicava que Mandelson mantinha contato com Epstein após a primeira condenação dele.
Segundo os registros, Starmer foi alertado de que a relação com Epstein continuou entre 2009 e 2011, inclusive com Mandelson supostamente hospedando-se na casa de Epstein durante o período em que o financista estava preso. A forma como o processo avançou surpreendeu alguns assessores.
A imprensa britânica descreve que o procedimento de verificação foi acelerado e que houve apelos para reforçar padrões de aprovação. Em resposta pública, o governo reconheceu alterações no processo para cargos diretos no governo, especialmente quando envolvem acesso a informações confidenciais.
Repercussão política e próximos passos
O episódio gerou questionamentos sobre o julgamento de Starmer e a eficácia dos atuais mecanismos de verificação. Parte da oposição afirmou que houve falhas na salvaguarda de informações sensíveis e pediu explicações oficiais sobre o que foi divulgado e quando.
O caso também envolve divergências sobre a descrição das despesas de Mandelson e se houve pressão interna para reduzir o desembolso. A defesa sustenta que houve disputas legais sobre o montante e a natureza do desligamento.
A divulgação enfatiza a necessidade de maior rigor nos procedimentos de seleção para cargos de alta confiança, com propostas de ajustar o timing entre anúncio e confirmação de segurança nacional. A situação permanece sob escrutínio parlamentar e jurídico.
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