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Starmer alerta gabinete sobre relações com governos regionais

Starmer alerta o governo a evitar relação excessivamente deferente com os governos da Gales, Escócia e Irlanda do Norte, segundo memorando vazado

The Plaid Cymru leader, Rhun ap Iorwerth, right, pictured on a TV debate with Nigel Farage in 2024, says the document shows Starmer’s ‘own version of Boris Johnson’s muscular unionism.
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  • Keir Starmer pediu ao gabinete para não adotar postura “demasiadamente deferente” diante dos governos devolvidos do País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, segundo um memorando vazado.
  • O documento, datado de dezembro, afirma que ministros devem estar preparados para tomar decisões de gasto mesmo quando os governos devolvidos se opõem.
  • O memorando surge após uma carta, assinada por cerca de um terço dos membros do Senedd do País de Gales, criticando a suposta redução de poderes da de devolução.
  • Plaid Cymru publicou o vazamento, com críticas ao papel da primeira ministra galesa, Eluned Morgan, e acusações de alinhamento com Keir Starmer.
  • O governo de Downing Street afirmou manter o compromisso com a devolução e com o respeito entre as quatro nações, ressaltando áreas reservadas de responsabilidade.

Keir Starmer pediu cautela ao seu gabinete para evitar uma postura “demasiadamente deferente” em relação aos governos devolvidos de País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, segundo um memorando vazado. O documento, datado de dezembro, foi obtido e publicado na terça-feira pelo Plaid Cymru.

Segundo o memorando, os ministros devem estar preparados para tomar decisões de gasto mesmo quando os governos devolvidos se oponham a elas. O texto surge pouco depois de membros do Labour no Senedd terem enviado uma carta ao primeiro-ministro apresentando preocupações sobre o que chamaram de retrocesso nas competências de devolução.

Reação pública e desdobramentos políticos

O líder do Plaid Cymru, Rhun ap Iorwerth, usou o vazamento para críticas durante as perguntas ao primeiro-ministro, chamando o documento de uma versão de Starmer do “unionalismo muscular” de Boris Johnson. Acusou a chefe de governo galesa, Eluned Morgan, de minar sua própria administração ao alinhar-se repetidamente a Starmer.

Morgan afirmou que a devolution deve ser respeitada e que mantém uma relação respeitosa com o premiê. Downing Street afirmou que não há desculpas para não entregar resultados aos quatro povos do Reino Unido, destacando que áreas reservadas de responsabilidade continuam sob o poder central, com compromisso de respeitar o novo arrangement devolutivo.

O vazamento é visto como indicativo de tensões dentro do Labour galeses, que enfrentam uma eleição difícil. O partido aparece com queda de apoio, enfrentando críticas à liderança no Parlamento Britânico, e as pesquisas indicam posição de terceira ou até quarta colocação nas Eleições do Senedd em maio.

Contexto eleitoral e implicações

No memorando, Starmer ressaltou que as eleições de País de Gales e Escócia na primavera têm influência significativa sobre a forma de governar em nível britânico na segunda metade do mandato. O tema de devolução de poderes é central na disputa, com Plaid Cymru e Reform UK disputando maior peso político na coalizão regional.

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