- Parlamento romeno aprovou, por noventa dias, o envio de aviões tanque dos Estados Unidos, além de equipamentos de monitoramento e comunicações por satélite, para apoiar labores defensivos e a obtenção de informações de forças americanas envolvidas na ofensiva contra o Irã.
- A decisão ocorreu com 272 votos a favor, 18 contrários, cinco abstenções e dois ausentes, após o Conselho Supremo de Defesa ter dado o crédito à medida.
- Os equipamentos são descritos pelo governo como defensivos e sem armamento propriamente dito; incluem dispositivos não cinéticos para neutralizar ameaças por vias não explosivas.
- O acampamento de Campia Turzii, em Transilvânia, será usado para observação, coleta de informações e base de drones, enquanto a base aérea Mihail Kogălniceanu, no litoral do Mar Negro, recebe o restante das tropas, totalizando cerca de quinhentos soldados.
- Autoridades ressaltam que a presença visa aumentar a segurança da Romênia; o país mantém posição de buscar meios diplomáticos para reduzir o conflito na região.
O Parlamento da Romênia aprovou, nesta quarta-feira, o envio temporário de aviões-tanque dos Estados Unidos e de equipamentos de monitoramento e comunicações via satélite no território romeno por 90 dias. A medida tem o objetivo de apoiar operações defensivas e a coleta de informações envolvendo forças dos EUA na ofensiva contra o Irã.
A decisão ocorreu poucos horas após o CSAT, órgão de segurança nacional, aprovar o pedido da Administração de Donald Trump para o apoio militar temporário. A medida, defendida pelo governo, tem como base acordos entre Romênia e os EUA ativos desde 2006.
De acordo com o governo, cerca de 500 soldados devem participar, com parte do contingente alocada na base de Mihail Kogălniceanu, no litoral do Mar Negro, e o restante em Campia Turzii, no interior da Transilváquia. As ações envolverão observação, coleta de informações e operações com drones e reabastecimento.
Nicolae Dan, presidente da Romênia, afirmou que os equipamentos são defensivos e não transportam armamento propriamente dito. Segundo ele, tratam-se de dispositivos não cinéticos que visam neutralizar ameaças por meios tecnológicos, sem uso direto de armas convencionais.
O presidente ressaltou que o acordo de cooperação entre Romênia e EUA, vigente desde 2006, autoriza o uso conjunto de capacidades para a defesa do território. Ele enfatizou que o país mantém postura orientada para a diplomacia e para a redução de tensões na região.
Na sessão parlamentar, houve abstenções e votações divergentes. AUR, sigla da direita ultranacionalista, não votou, alegando preocupação com a proteção dos romenos. A oposição, em geral, pediu mais detalhes sobre a operação.
Aromo de base de Mihail Kogălniceanu já foi utilizada anteriormente para operações com forças britânicas e outras missões da OTAN. A infraestrutura tem recebido investimentos para se tornar uma base mais integrada à aliança, com obras previstas até 2040.
Estados Unidos já haviam informado, em setembro do ano passado, planos para ampliar cooperação com as Forças Armadas da Romênia, incluindo planos de treinamento de tanques em instalações próximas ao Danúbio. Em outubro de 2025, Washington anunciou a retirada de parte de seus militares da Romênia, mantendo cerca de 1.200 militares no país.
A presença reforçada em território romeno ocorre em um contexto de tensões na região e de apoio de Bruxelas a ações diplomáticas para evitar a escalada do conflito no Oriente Médio. A Romênia, membro da OTAN desde 2004, reforça seu papel estratégico na região.
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