- O governo britânico publicou a primeira leva de documentos sobre Peter Mandelson durante seu tempo como embaixador nos EUA, incluindo o que era conhecido sobre sua relação com Jeffrey Epstein.
- Um relatório de due diligence aponta risco reputacional associado ao relacionamento com Epstein, que, segundo o documento, continuou entre 2009 e 2011, começando quando Mandelson era ministro da Empresa.
- O material indica que Mandelson supostamente ficou na casa de Epstein enquanto ele estava na prisão em junho de 2009; outros desdobramentos de perguntas não foram divulgados.
- Funcionários disseram a Starmer que, em caso de nomeação política, ele poderia ficar exposto se algo desse errado, e o processo de nomeação foi visto como incomum e apressado.
- Sobre a indenização por rescisão, Mandelson pediu o pagamento do restante de quatro anos de salário; o governo aprovou 34.670 libras em pagamentos discricionários e 40.330 libras legalmente devidas, totalizando 75.000 libras.
A divulgação de documentos pelo governo britânico na quarta-feira revelou a primeira leva de informações sobre Peter Mandelson durante seu mandato como embaixador dos EUA. Os papéis trazem o que se sabia à época sobre a relação dele com o falecido prevaricador Jeffrey Epstein, e buscam esclarecer aspectos de uma investigação policial em curso.
Os documentos incluem uma checklist de diligência prévia que aponta para um risco reputacional relacionado ao vínculo com Epstein. A checagem, baseada em verificações de 4 de dezembro de 2024, indica que a relação entre Mandelson e Epstein se estendeu de 2009 a 2011, quando Mandelson era ministro dos Negócios. Também aponta que Mandelson supostamente ficou na casa de Epstein em junho de 2009, durante a prisão do empresário.
Detalhes-chave
A nota de diligência descreve que o relacionamento perdurou após Epstein ser condenado pela procura de uma garota menor, em 2008. Além disso, aponta que Morgan McSweeney, então chefe de gabinete de Starmer, discutiu o vínculo, enquanto o Diretor de Comunicações Matthew Doyle ficou satisfeito com as respostas de Mandelson a perguntas sobre contatos. Outras perguntas não foram incluídas na divulgação.
Preocupações oficiais e processo de nomeação
Funcionários do governo disseram a Starmer que ele seria exposto caso ocorresse algum problema com a nomeação política de Mandelson. Relatos de chamadas de apuração mostram que o assessor de segurança pediu cautela diante do histórico do indicado. Documentos também indicam reservas de oficiais seniores do Foreign Office sobre a nomeação.
Pagamento de rescisão
Os papéis discutem a indenização de Mandelson após sua demissão. O pedido original previa o pagamento do restante do salário fixo de um contrato de 4 anos, totalizando 547.201 libras. O governo autorizou 75.000 libras, distribuídas entre 34.670 libras em pagamentos discricionários e 40.330 libras a que Mandelson tinha direito.
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