- Deputados mexicanos rejeitaram a reforma eleitoral de Claudia Sheinbaum na quarta-feira, 11, marcando a primeira grande derrota legislativa do mandato.
- O texto propunha cortar 25% do financiamento dos partidos e reduzir o tempo de propaganda eleitoral financiada com dinheiro público em rádios, TVs e outros meios.
- Também buscava eliminar as listas proporcionais, que hoje ajudam na nomeação de deputados; atualmente, 200 de 500 deputados e 32 de 128 senadores são indicados dessa forma.
- Por exigir maioria qualificada de dois terços, a proposta recebeu 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção, ficando aquém do necessário.
- Críticas vieram de analistas, opositores e, mesmo dentro da base aliada, os verdes e do Trabalho, temendo impactos negativos a partidos menores e enfraquecimento da autoridade eleitoral.
A Câmara dos Deputados do México rejeitou nesta quarta-feira, 11, a reforma eleitoral promovida pela presidenta Claudia Sheinbaum. A proposta visava reduzir o financiamento de partidos e limitar o tempo de propaganda financiada com recursos públicos, além de mudar a forma de indicação de candidatos. A votação marcou a primeira grande derrota legislativa de Sheinbaum desde o início de seu mandato.
A iniciativa dependia de uma maioria de dois terços, já que envolve mudança constitucional. Entre os 494 deputados presentes, houve 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção, encerrando a tentativa de promover a reforma.
Conteúdo da proposta
O texto propunha cortar em 25% o financiamento dos partidos e diminuir o tempo de propaganda eleitoral no rádio, TV e demais meios financiado pelo erário. Também previa eliminar as listas proporcionais, que permitem a ocupação de cadeiras por desempenho da legenda em circunscrições, o que, hoje, resulta em 200 dos 500 deputados e 32 dos 128 senadores nomeados dessa forma.
Desde a apresentação, analistas, opositores e alguns aliados do Morena, como os partidos Verde e do Trabalho, criticaram a medida. Argumentaram que o corte prejudicaria partidos menores, fortaleceria o Morena como suposto “partido de Estado” e debilitariam a estrutura da autoridade eleitoral.
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