- Nigel Farage afirmou que o Irã pode representar um perigo maior do que Putin, em entrevista ao New Statesman durante visita à Flórida.
- Ele já apoiou desde o início a operação militar dos EUA contra o Irã, dizendo que “as luvas precisam sair” e que deveriam fazer tudo para apoiar a ação.
- Na terça-feira, foi acusado de recuar após dizer que, se não conseguimos defender a Chipre, não devemos nos envolver em outra guerra no exterior.
- Em relação ao Irã, Farage disse estar “reasonavelmente otimista” e afirmou que sua abordagem de defesa seria diferente, mantendo contato com a administração de Donald Trump.
- Ele disse ter oferecido atuar como canal de comunicação com a Casa Branca, mas Keir Starmer não respondeu; tentativas anteriores de servir como interlocutor com o governo de Trump também não deram certo.
Nigel Farage, líder da Reform UK, afirmou ao New Statesman que o Irã “potencialmente representa um perigo maior do que Putin” para o Ocidente. A declaração foi dada durante uma visita à Flórida, onde ele também esteve perto de encontros com a administração Trump, sem conseguir reunião oficial com o ex-presidente.
Em sua entrevista, Farage reforçou que o Irã é uma ameaça real ao mundo e disse que, se for necessário para impedir o programa nuclear iraniano, valeria a pena agir. Ele também mencionou que mantém contatos com o governo americano e avaliou medidas de defesa em bases como Diego Garcia.
A fala sobre o Irã ocorre em meio a críticas de trabalhistas e conservadores sobre a posição de Farage em relação à Rússia. O político já havia defendido intervenção militar dos EUA, dizendo que “as luvas precisam sair” para conter o Irã, e enfrentou acusações de reviravolta após comentar sobre a defesa de Chip Cyprus.
Contexto internacional
Farage afirmou ter oferecido atuar como canal de comunicação com a Casa Branca, mas o líder do Labour não respondeu ao contato. Em notícias anteriores, ele já foi criticado por opositores por supostamente repetir linhas vindas de Moscou sobre a posição britânica na Ucrânia.
O comentado tema também inclui referências a posições passadas dele sobre a situação na Ucrânia e a relação com a Rússia, que variaram ao longo dos anos. Em Londres, a gestão dessas falas é acompanhada por analistas e pela oposição, que cobra clareza sobre o alinhamento estratégico.
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