- Estados Unidos teriam movido partes do sistema de defesa THAAD, junto com outras tropas, da Coreia do Sul para o Oriente Médio, para o conflito com o Irã.
- O governo sul-coreano, liderado pelo presidente Lee Jae Myung, afirmou que a Coreia do Sul continua capaz de dissuadir a Coreia do Norte mesmo com a realocação, e ressaltou que o orçamento de defesa é alto.
- O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, disse que EUA e Coreia do Sul discutem a possível realocação de sistemas Patriot para o Oriente Médio; relatos não confirmados apontam baterias para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.
- Autoridades do Comando das Forças dos EUA na Coreia do Sul não comentaram movimentos específicos por questões de segurança operacional.
- Analistas alertam que a redução da presença de defesa pode criar incertezas para a dissuasão contra a Coreia do Norte e alimenta preocupações sobre a resposta de aliados, incluindo o Japão.
O governo dos Estados Unidos estaria deslocando partes do sistema de defesa THAAD, instalado na Coreia do Sul, para o Oriente Médio. A medida envolve a retirada de componentes da presença militar em Seul para apoiar operações contra o Irã, segundo reportagens da mídia americana citando fontes militares.
O anúncio ocorre numa conjuntura de tensões regionais. Em Seul, o presidente sul-coreano afirmou que o país continua capaz de deter ameaças do Norte, mesmo com o redesdobramento de armamentos dos EUA. A legislação de defesa sul-coreana está entre as mais robustas do mundo, com orçamento de defesa elevado em relação ao PIB norte-coreano.
Cho Hyun, ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul, disse que autoridades sul-coreanas e americanas discutem possíveis realocações de sistemas de defesa, incluindo mísseis Patriot. Documentos não confirmados indicam que baterias podem ser transferidas para bases dos EUA na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.
Para especialistas, a mudança pode gerar dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a segurança da região do Leste Asiático, especialmente diante de uma Coreia do Norte com programa nuclear. Analistas destacam ainda o risco de provocação ou de alterações no equilíbrio de defesa entre aliados.
Contexto regional
O redesdobramento ocorre em meio a críticas de analistas sobre a ausência de um plano claro para o uso do reforço militar dos EUA na região. Japão, parceiro estratégico, observa com cautela a realocação de recursos e a possível pressão adicional sobre bases americanas no país.
O movimento também é visto como sinal de que a prioridade de Washington pode ter se deslocado para o Oriente Médio, o que alimenta debates sobre a continuidade de garantias de defesa em relação à Coreia do Norte. Autoridades japonesas e sul-coreanas ressaltam a necessidade de manter capacidade de dissuasão estável.
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