- O embaixador da Irã em Chipre, Alireza Salarian, confirma que Mojtaba Khamenei ficou ferido no ataque de 28 de fevereiro, que matou seis membros da família do aiatolá Ali Khamenei.
- O ataque ocorreu no complexo presidencial, em Teerã, na abertura do mês sagrado do Ramadã; o aiatolá falecido morreu junto com a esposa, a filha e outros familiares, incluindo o filho da filha de Khamenei.
- Salarian afirma que Mojtaba foi atingido nas pernas, (mão e braço) e está hospitalizado; ele não se mostrou em público desde que sucedeu o pai.
- A televisão estatal iraniana já descreveu o novo líder como “veterano ferido” no contexto da guerra do Ramadã; fontes internacionais dizem que ele está levemente ferido, mas continua operando, e o presidente dos Estados Unidos criticou a escolha.
- Há informações de que ocorrem esforços para manter Mojtaba longe de atos públicos, por receio de novos ataques, segundo a embaixada iraniana.
Mojtaba Khamenei ficou ferido no ataque de 28 de fevereiro, que matou seis membros da sua família, incluindo o pai dele, o líder supremo falecido do Irã. A confirmação foi dada pelo embaixador iraniano em Chipre, Alireza Salarian, que descreveu as circunstâncias do incidente ocorrido em Teerã.
Segundo Salarian, o ataque atingiu a residência do aiatolá perto do complexo presidencial, na capital iraniana. O novo líder supremo, aos 56 anos, estava presente no prédio durante a ofensiva. O embaixador informou que Mojtaba sofreu ferimentos nas pernas, mãos e braços e está hospitalizado.
O ataque ocorreu no primeiro dia de ataques aéreos liderados pelos EUA contra o Irã, coincidindo com o início do mês sagrado do Ramadã. Além de Mojtaba, morreram a esposa do aiatolá, Zahra, a filha, o genro e o bebê de 14 meses da filha. Comerciários e oficiais envolvidos também teriam falecido, segundo relatos de autoridades iranianas.
Ali Khamenei, pai de Mojtaba, permanece no foco das informações oficiais. A comunicação sobre o estado de Mojtaba tem sido restrita, com autoridades sugerindo que ele não está em condições de se dirigir ao público. A residência ficava no mesmo local de atuação do aiatolá, próximo ao escritório presidencial.
Interlocutores iranianos indicaram que a divulgação do estado de Mojtaba tem sido contida para evitar exposição a novas ameaças. Relatos variam entre ferimentos leves e ferimentos em áreas críticas, sem confirmação adicional das autoridades. A circulação de informações oficiais tem sido lenta.
O embaixador Salarian afirmou que alguns líderes religiosos solicitaram que Mojtaba assumisse de imediato o cargo, mas o próprio aiatolá falecido teria expressado resistência a uma sucessão dinástica. Relatos também indicaram que autoridades ocidentais veem o novo líder como alvo potencial de ações de retaliação.
A imprensa estatal iraniana descreveu o regime como lidando com a ramificação do ataque, sem detalhar novos ferimentos de Mojtaba. Passagens anteriores indicaram que o governo não confirmou publicamente o estado dele, limitando-se a pronunciar que o jovem líder continua a exercer funções administrativas.
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