- Autoridades israelenses reconhecem que não há certeza de que a guerra contra o Irã leve à queda do governo iraniano, e não há sinal de levante popular até o momento.
- Mesmo com leitura de Trump de que o conflito pode terminar em breve, dois dirigentes israelenses disseram que Washington não está próximo de encerrar o combate.
- A campanha de bombardeios intensos matou o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei e outras autoridades militares, além de causar danos a civis e à infraestrutura.
- O Irã ameaça usar força contra quem protestar; moradores relatam ruas mais silenciosas, com impacto econômico agravado por sanções e danos na infraestrutura.
- Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo é ajudar o povo iraniano a escolher seu destino, mas reconheceu que a mudança não parece iminente.
Israel encara a possibilidade de não ocorrer o colapso do governo iraniano, mesmo com a intensificação do conflito. officials israelenses em reuniões fechadas afirmaram a Reuters que não há certeza de que a guerra levará ao fim do regime clerical, apesar do bombardeio.
A avaliação contrasta com declarações de Washington de que o conflito deve terminar em breve, segundo informações de dois altos funcionários israelenses. As autoridades destacam, porém, que os Estados Unidos não estariam próximos de encerrar as ações.
O ataque aéreo conjunto com os EUA provocou mortes entre autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, além de militares de alto escalão. A ofensiva também causou danos a civis, casas e prédios públicos.
Aliados no Irã enfrentam pressão interna, com autoridades advertindo que o uso da força será protegido contra protestos. Mesmo assim, muitos iranianos permanecem em silêncio nas ruas desde o início do conflito.
Na prática, o país enfrenta sanções intensificadas que pioram a economia, com perspectivas de recuperação já desafiadoras. Protestos ocorrentes em janeiro foram contidos, limitando a mobilização pública até o momento.
Dentro de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apontou que a ação conjunta pode incentivar mudanças internas, mas afirmou que a decisão de encerrar o conflito depende dos iranianos e não de Israel apenas.
Gideon Saá r, ministro das Relações Exteriores, participou de reunião fechada com diplomatas, afirmando que não há prazo fixo para o andamento da campanha. Segundo relatos, houve otimismo cauteloso sobre a possibilidade de mudança no Irã, ainda sem previsão de desfecho.
Entre analistas, a avaliação é de que avanços militares são visíveis, mas a meta de mudança de regime é indireta e exige tempo. Especialistas destacam que eventual levante popular pode levar meses ou anos, se ocorrer.
Entre na conversa da comunidade