Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inteligência dos EUA vê ataques do Irã a petroleiros como maior risco que minas

Inteligência dos EUA aponta ataques diretos do Irã como maior risco a navios-tanque no estreito de Ormuz, que permanece fechado pelo IRGC, elevando preços do petróleo

Gen Dan Caine, chair of the joint chiefs of staff, at the Pentagon in Washington DC on 4 March 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • Em meio ao conflito, o estreito de Hormuz continua praticamente fechado pela Guarda Revolucionária Iraniana, bloqueando a passagem de petróleo.
  • A inteligência dos EUA vê ataques diretos do Irã como a maior ameaça aos petroleiros que atravessam Hormuz, e não apenas as minas.
  • Os EUA realizaram ataques contra dezesseis embarcações que supostamente preparavam minas perto do estreito, após relatos de minas.
  • Mesmo com destructores da marinha, um único míssil ou drone poderia dizimar ou afundar um petroleiro, elevando o risco para as operações.
  • O bloqueio do estreito desde o início do conflito contribuiu para a alta de preços de energia, com autoridades dizendo que o tráfego pode levar algumas semanas para se normalizar.

O estreito de Hormuz, rota de passagem crucial para o comércio global de petróleo, permanece sob influência das ações das forças iranianas, segundo avaliação de inteligência dos EUA. O conflito envolvendo Irã, Israel e EUA tem levado ao fechamento efetivo da via, impactando o abastecimento e os preços mundiais. As autoridades ressaltam que as ameaças diretas ao petróleo em trânsito representam risco maior do que ataques com minas.

Paralelamente, a gestão americana intensificou ações militares na região. Na terça-feira, a administração dos EUA conduziu ataques contra 16 embarcações ligadas à mineração na área, com o Comando Central dos EUA divulgando imagens de mísseis atingindo várias embarcações, muitas delas atracadas no momento do ataque. A avaliação de inteligência aponta para uma possibilidade de ataques em grande escala, envolvendo drones de ataque ou missiles litorâneos para atingir embarcações.

Segundo fontes próximas à inteligência, mesmo com a atuação de destróieres da marinha dos EUA para acompanhar o tráfego, pode haver falhas na interceptação de todos os alvos. A ideia é evitar que uma única arma alcance um tanque, o que poderia devastar ou afundar a embarcação, conferindo influência estratégica a quem ataca. Em resposta, autoridades ressaltam a necessidade de garantir a passagem segura para operadores, ainda que medidas de proteção estejam em curso.

Cenário estratégico

Ameaças com minas foram consideradas mais previsíveis, dada a preparação prévia para a possibilidade de mineração no estreito, que concentra cerca de um quinto do comércio global de petróleo. A proteção de navios tem sido discutida em briefings classificados com legisladores, segundo relatos de participantes. Partidos oposicionistas criticaram a condução da administração, questionando a capacidade de manter a via aberta de forma estável.

Incidentes recentes e responsabilidade

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã, por meio da Guarda Revolucionária, tem mantido o estreito essencialmente indisponível, com impactos observados no abastecimento e nos preços. Na quarta-feira, pelo menos três navios teriam sido atingidos nas proximidades da passagem, incluindo um contêiner japonês e duas cargas gerais. O navio tailandês Mayuree Naree foi atacado em área próximo à passagem, com reivindicação de responsabilidade do Irã pelo ataque ao referido cargueiro.

A energia vê impactos diretos no mercado de combustíveis: o governo dos EUA informou, em transmissão televisiva, que acredita já ter neutralizado grande parte das armas usadas por Teerã e que espera retorno gradual do tráfego pela rota em semanas, sem detalhar cronograma. Operadores de navios, no entanto, permanecem cautelosos e muitos evitaram transitar pela passagem, mantendo a maior parte da frota afastada da área de risco.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais