- Em meio ao conflito, o estreito de Hormuz continua praticamente fechado pela Guarda Revolucionária Iraniana, bloqueando a passagem de petróleo.
- A inteligência dos EUA vê ataques diretos do Irã como a maior ameaça aos petroleiros que atravessam Hormuz, e não apenas as minas.
- Os EUA realizaram ataques contra dezesseis embarcações que supostamente preparavam minas perto do estreito, após relatos de minas.
- Mesmo com destructores da marinha, um único míssil ou drone poderia dizimar ou afundar um petroleiro, elevando o risco para as operações.
- O bloqueio do estreito desde o início do conflito contribuiu para a alta de preços de energia, com autoridades dizendo que o tráfego pode levar algumas semanas para se normalizar.
O estreito de Hormuz, rota de passagem crucial para o comércio global de petróleo, permanece sob influência das ações das forças iranianas, segundo avaliação de inteligência dos EUA. O conflito envolvendo Irã, Israel e EUA tem levado ao fechamento efetivo da via, impactando o abastecimento e os preços mundiais. As autoridades ressaltam que as ameaças diretas ao petróleo em trânsito representam risco maior do que ataques com minas.
Paralelamente, a gestão americana intensificou ações militares na região. Na terça-feira, a administração dos EUA conduziu ataques contra 16 embarcações ligadas à mineração na área, com o Comando Central dos EUA divulgando imagens de mísseis atingindo várias embarcações, muitas delas atracadas no momento do ataque. A avaliação de inteligência aponta para uma possibilidade de ataques em grande escala, envolvendo drones de ataque ou missiles litorâneos para atingir embarcações.
Segundo fontes próximas à inteligência, mesmo com a atuação de destróieres da marinha dos EUA para acompanhar o tráfego, pode haver falhas na interceptação de todos os alvos. A ideia é evitar que uma única arma alcance um tanque, o que poderia devastar ou afundar a embarcação, conferindo influência estratégica a quem ataca. Em resposta, autoridades ressaltam a necessidade de garantir a passagem segura para operadores, ainda que medidas de proteção estejam em curso.
Cenário estratégico
Ameaças com minas foram consideradas mais previsíveis, dada a preparação prévia para a possibilidade de mineração no estreito, que concentra cerca de um quinto do comércio global de petróleo. A proteção de navios tem sido discutida em briefings classificados com legisladores, segundo relatos de participantes. Partidos oposicionistas criticaram a condução da administração, questionando a capacidade de manter a via aberta de forma estável.
Incidentes recentes e responsabilidade
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã, por meio da Guarda Revolucionária, tem mantido o estreito essencialmente indisponível, com impactos observados no abastecimento e nos preços. Na quarta-feira, pelo menos três navios teriam sido atingidos nas proximidades da passagem, incluindo um contêiner japonês e duas cargas gerais. O navio tailandês Mayuree Naree foi atacado em área próximo à passagem, com reivindicação de responsabilidade do Irã pelo ataque ao referido cargueiro.
A energia vê impactos diretos no mercado de combustíveis: o governo dos EUA informou, em transmissão televisiva, que acredita já ter neutralizado grande parte das armas usadas por Teerã e que espera retorno gradual do tráfego pela rota em semanas, sem detalhar cronograma. Operadores de navios, no entanto, permanecem cautelosos e muitos evitaram transitar pela passagem, mantendo a maior parte da frota afastada da área de risco.
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