- O senador Flávio Bolsonaro protocolou requerimento para ampliar a CPI do Banco Master, incluindo Haddad e Rui Costa.
- A ampliação busca apurar reunião presumidamente ocorrida em dezembro de 2024 não registrada em agenda oficial e possíveis interações entre as autoridades citadas e o controlador, Daniel Vorcaro.
- Em Rui Costa, as suspeitas vão além de Lula e dizem respeito à gestão na Bahia, com decreto que privilegiou o Master em operações do programa CredCesta.
- A oposição vê a manobra como armadilha; o deputado Jordy afirma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenta impedir a CPMI.
- Na Câmara, a resistência de Motta em pautar a instalação levou Rodrigo Rollemberg a acionar o STF; o caso foi para Dias Toffoli, que se declarou suspeito, cabendo novo sorteio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira (10) um requerimento para ampliar o pedido de instauração da CPI do Banco Master. A proposta busca incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, entre os investigados, além dos ministros do STF. A intenção é apurar supostas responsabilidades relacionadas a uma reunião de dezembro de 2024 não registrada em agenda oficial e possíveis interações entre as autoridades mencionadas e o controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
O documento também aponta para a possibilidade de reflexos dessas ações sobre a regularidade do exercício de funções públicas e a atuação institucional dos órgãos reguladores do sistema financeiro. Haddad e Rui Costa, citados no texto, teriam participação indireta em decisões que possam ter influenciado o Banco Master, segundo o requerimento.
O caso envolve ainda Rui Costa e o governo da Bahia, com críticas a um decreto que teria privilegiado o Master em operações do programa CredCesta, destinado a servidores estaduais. A denúncia vincula o decreto a interesses estratégicos do banco em operações de crédito consignado.
Reação da oposição e entraves políticos
A oposição enxerga a movimentação como uma armadilha para retardar a instalação da CPMI. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca impedir a CPMI, citando o fato de o telefone de Alcolumbre constar na lista de Vorcaro.
Segundo Jordy, há ainda disputa sobre o formato da comissão. Diferentemente de uma CPI, a CPMI depende de seu uso direto na pauta da sessão conjunta, o que, na prática, facilita a condução da investigação sem veto do presidente do Congresso. O parlamentar sustenta que o uso de artifícios pode manter o tema em compasso de espera.
Na Câmara, a resistência do presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar a instalação da comissão gerou questionamentos. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acionou o STF para atuar no caso, que foi levado ao ministro Dias Toffoli por meio de mandado de segurança. Toffoli declarou-se suspeito e devolveu o caso para nova apreciação pela Presidência. Um novo sorteio deverá ocorrer.
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