- Duas pessoas foram presas em Queensland por violar leis de discurso de ódio, citando as frases banidas “from the river to the sea” e “globalise the intifada”.
- As prisões ocorreram em frente ao parlamento do estado, minutos após o novo conjunto de leis entrar em vigor.
- O protesto foi liderado por Liam Parry, do grupo Students for Palestine; ele acabou detido durante a marcha.
- As leis preveem prisão de até dois anos para quem proferir frase proibida que gere ameaça, assédio ou ofensa.
- Um segundo suspeito foi detido no final da marcha, em King George Square; testemunhas disseram que ele usava uma camiseta com o slogan.
Dois manifestantes pró-Palestina foram detidos por violar as novas leis de discurso de ódio em Queensland, diz a polícia. A prisão ocorreu em frente ao parlamento estadual, poucas horas após a vigência do dispositivo aprovado pela Assembleia na semana passada.
Segundo relatos, o protesto ocorreu com uma forte presença policial, incluindo a equipe de resposta de segurança pública. Um dos detidos era Liam Parry, do grupo Estudantes pela Palestina, que liderava o protesto.
Parry pediu que o público entendesse o histórico das palavras que o governo pretende banir, afirmou que a frase não era terrorista nem antissemita, e sim uma chamada pela liberdade e dignidade dos habitantes entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. Ele também desencorajou novos cânticos.
Momentos depois, as primeiras ocorrências de prisão aconteceram durante a marcha. Testemunhas disseram que uma segunda pessoa foi detida no final do trajeto, próximo à King George Square, com uma camiseta que exibia a mesma frase banida.
A polícia de Queensland informou não ter mais comentários no momento. As leis em vigor estabelecem pena de até dois anos de prisão para quem proferir as expressões proibidas que causem ameaça, assédio ou ofensa. A agência de segurança pública não detalhou as acusações exatas contra os detidos.
A reportagem consultou fontes locais para apurar o impacto imediato da lei, com ativistas afirmando que a legislação pode afetar manifestações pacíficas. O Ministério Público não confirmou novas ações relacionadas ao caso até o fechamento desta edição.
Fonte: The Guardian (portal de referência citado na cobertura).
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